A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR) emitiu um alerta à população sobre a importância de cuidados constantes contra o mosquito-palha, transmissor das leishmanioses, e o carrapato-estrela, vetor da febre maculosa. Ambas as enfermidades fazem parte do grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs), que afetam majoritariamente populações vulneráveis e são uma preocupação global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Prevenção é a Chave Contra Vetores de Doenças Graves
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, enfatiza a simplicidade e eficácia das medidas preventivas: “Manter a higiene dos quintais e verificar o corpo após atividades em áreas verdes são medidas simples que salvam vidas”. Ele ressalta que, embora o Paraná possua uma rede de saúde preparada para diagnósticos rápidos, a colaboração cidadã no controle dos vetores é fundamental para a contenção dessas doenças.
Leishmanioses: Duas Formas, Um Mesmo Vetor Perigoso
As leishmanioses se apresentam de duas formas principais: a tegumentar (LTA), que causa lesões na pele e mucosas, e a visceral (LV), mais grave e potencialmente fatal, que afeta órgãos internos. Em 2025, o Paraná registrou 536 casos de LTA, sendo a maioria de transmissão local. Já a LV teve 10 casos confirmados, com dois de transmissão dentro do estado.
A LV é transmitida pelo mosquito-palha, e em áreas urbanas, cães são a principal fonte de infecção para o vetor. Em 2025, foram confirmados 201 casos de leishmaniose visceral canina no estado. A limpeza de quintais, removendo matéria orgânica em decomposição, é crucial para evitar a reprodução do mosquito. O tratamento para leishmaniose humana é gratuito pelo SUS, mas nos cães, mesmo tratados, o parasita pode persistir, mantendo o risco de transmissão.
Febre Maculosa: A Ameaça Silenciosa do Carrapato-Estrela
A febre maculosa, causada por bactérias transmitidas pelo carrapato-estrela, é uma das DTNs mais letais quando não tratada precocemente. Entre 2021 e 2025, o Paraná registrou 779 notificações e 53 casos confirmados, afetando predominantemente homens em idade ativa que frequentam áreas rurais e de mata.
A informação sobre o histórico de exposição do paciente a áreas de mata nos 15 dias anteriores é vital para o diagnóstico, pois os sintomas iniciais, como febre e dores no corpo, podem ser confundidos com outras doenças.
Capivaras e cavalos são hospedeiros importantes no ciclo de transmissão. A recomendação é fazer inspeções corporais a cada duas horas em áreas de risco, pois a remoção rápida do carrapato, antes de 4 a 6 horas de fixação, reduz drasticamente o risco de infecção.
Cuidados Essenciais para Evitar a Infecção
Para prevenir a febre maculosa, o uso de roupas claras e compridas em ambientes silvestres é aconselhado. Ao encontrar um carrapato, a orientação é removê-lo com uma pinça, de forma firme e suave, sem esmagar ou queimar.
No combate às leishmanioses, a higiene regular de quintais, o destino adequado do lixo orgânico e a manutenção de abrigos de animais domésticos limpos e afastados do domicílio durante a noite são medidas importantes.
Paraná Fortalece Vigilância e Informação sobre Doenças Tropicais Negligenciadas
Ao longo de janeiro, a Sesa-PR tem detalhado o cenário de diversas doenças, incluindo malária, doença de Chagas, leishmanioses e febre maculosa. Relatórios globais indicam que, apesar dos avanços no controle de vetores, a redução de mortes por DTNs ainda é lenta. A série de reportagens do estado visa orientar a população e fortalecer a rede de vigilância, consolidando o Paraná como referência no controle dessas enfermidades.
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