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Ar do Paraná em 2025: qualidade melhora drasticamente com redução de 78,5% em dias críticos

Melhora Significativa na Qualidade do Ar Paranaense em 2025

O ano de 2025 marcou uma notável melhora na qualidade do ar no Paraná. Um relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Água e Terra (IAT) revelou que as estações de monitoramento do órgão registraram apenas três dias com concentrações inadequadas de partículas inaláveis finas (MP 2,5). Este número representa uma redução expressiva de 78,5% em comparação com os 14 dias críticos observados em 2024.

Padrões Atendidos e Limites Legais

Durante a maior parte de 2025, os índices de qualidade do ar no estado atenderam ao padrão nacional estabelecido pela Resolução CONAMA nº 506/2024. Este padrão define um valor limite diário máximo de 50 µg/m³ para a concentração de MP 2,5 na atmosfera.

A emissão desses poluentes, provenientes de indústrias e veículos automotores, é uma preocupação constante devido aos potenciais danos respiratórios à população.

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Monitoramento Abrangente e Pontos Críticos Identificados

Os dados que embasaram o relatório foram coletados por uma extensa rede de monitoramento, composta por 27 estações instaladas em grandes centros urbanos do Paraná. No ano passado, apenas duas dessas estações apresentaram índices insatisfubientes de MP 2,5.

Ambas estão localizadas na Região Metropolitana de Curitiba: Colombo registrou um valor máximo de 65 µg/m³ em dois dias, e Araucária, um pico de 51 µg/m³ em um dia.

Comparativo com 2024 e Fatores de Influência

A melhora em 2025 é ainda mais evidente quando comparada com 2024. Naquele ano, as queimadas intensificaram a poluição, resultando em 14 dias com concentrações acima dos limites permitidos. Seis desses dias foram registrados em estações de Curitiba e oito em Araucária.

João Carlos de Oliveira, membro da equipe de Gerenciamento da Qualidade do Ar do IAT, explica que a Região Metropolitana de Curitiba é naturalmente mais suscetível a uma qualidade do ar inferior devido à alta emissão de poluentes. “Além de serem grandes polos industriais, esses municípios são cortados por vias e rodovias de fluxo intenso de veículos pesados, o que também influencia na emissão de partículas finas para a atmosfera”, detalha Oliveira.

Resultados Anuais Positivos e Variações Regionais

O relatório também destacou que as médias anuais de qualidade do ar foram positivas em todos os 12 municípios monitorados pelo IAT. Todos apresentaram indicadores adequados de MP 2,5, respeitando o limite máximo de 17 µg/m³ estabelecido pelo CONAMA. União da Vitória, no Sul do Estado, obteve o melhor resultado, com uma média de 6 µg/m³, enquanto Colombo apresentou a pior média, com 16 µg/m³.

Expansão e Aprimoramento da Rede de Monitoramento

Atualmente, o Paraná conta com 21 estações públicas de monitoramento em diversas cidades, complementadas por seis estações privadas. Em 2025, essa estrutura recebeu um reforço significativo com a implementação e atualização de 22 dessas estações.

O objetivo foi aprimorar a rede, substituindo equipamentos obsoletos e instalando novos dispositivos em áreas ainda não monitoradas. “Os resultados demonstram a importância de termos uma rede de monitoramento da qualidade do ar cobrindo várias regiões do Estado”, ressalta Oliveira, enfatizando o papel dos dados no diagnóstico de poluição, licenciamento ambiental e pesquisas.

Acesso Público aos Dados de Qualidade do Ar

Qualquer cidadão pode acompanhar as medições da qualidade do ar em todo o Brasil através da plataforma MonitorAr, criada e coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O sistema, atualizado em tempo real, oferece um mapa interativo com informações precisas de 168 unidades de monitoramento ativas em 12 estados brasileiros, permitindo a aplicação de filtros por estado, cidade e proximidade geográfica.

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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