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O passaporte da carne: status sanitário e diplomacia abrem mercados ‘premium’ para a suinocultura do Paraná

O passaporte da carne: status sanitário e diplomacia abrem mercados 'premium' para a suinocultura do Paraná

(Foto: Jose Fernando Ogura)

O passaporte da carne: status sanitário e diplomacia abrem mercados ‘premium’ para a suinocultura do Paraná


Boletim do Deral aponta que reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa já impulsiona vendas. Estado agora mira EUA e Japão, que pagam acima da média global. Milho safrinha caminha para novo recorde.

A suinocultura paranaense vive um momento de virada de chave. Deixando de focar apenas no volume, o setor inicia 2026 com os olhos voltados para a rentabilidade dos chamados mercados “premium”. Segundo o novo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta semana, a combinação entre diplomacia comercial e o status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação é o motor dessa transformação.

Em 2025, a carne suína já se consolidou como o oitavo item mais exportado do estado, movimentando US$ 573 milhões — um salto de 41% em relação a 2024. Agora, o objetivo é acessar países que pagam mais pelo produto.

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Enquanto a média global de venda da carne suína gira em torno de US$ 2,55/kg, o Japão — líder do ranking de remuneração — paga cerca de US$ 3,42/kg. O Paraná, que recentemente conquistou o mercado peruano graças ao seu novo status sanitário, trabalha agora nos bastidores diplomáticos para destravar as vendas para os Estados Unidos, Canadá e o próprio Japão, destinos onde o volume exportado ainda é tímido.

Grãos: Trigo pressionado, Milho em alta

Se na pecuária o clima é de otimismo, na agricultura o cenário é misto. O boletim do Deral destaca que o trigo começa o ano pressionado, com preços 14% menores do que no início de 2025. A saca, cotada em média a R$ 62,19 em janeiro, espreme as margens do produtor diante do excesso de oferta global.

Por outro lado, o milho ganha terreno. A “safrinha” já ocupa 12% da área estimada de 2,84 milhões de hectares. Se confirmada, essa extensão estabelecerá um novo recorde para a cultura no estado, oferecendo maior rentabilidade imediata ao agricultor em comparação ao cereal de inverno.

Boi Gordo: Margens apertadas

Na pecuária de corte, o fenômeno observado é o encurtamento da diferença de preço entre machos e fêmeas. Historicamente mais valorizado, o boi gordo viu sua vantagem cair para R$ 12,60 por arroba em relação às novilhas e R$ 20,62 em relação às vacas. Isso ocorre devido a um reajuste mais expressivo nos preços das fêmeas neste início de ano.

Um Doce Negócio: Exportação de Mel dobra

O Paraná fechou 2025 como o terceiro maior exportador de mel do Brasil. Os dados mostram um ganho de eficiência e valorização impressionantes:

  • Volume: Salto de 3.969 toneladas (2024) para 5.983 toneladas (2025).
  • Faturamento: A receita praticamente dobrou, saindo de US$ 10,3 milhões para US$ 20 milhões.

O preço médio da tonelada do mel paranaense subiu para US$ 3.354. Os Estados Unidos continuam sendo o principal comprador, absorvendo a maior parte da produção nacional, seguidos por Canadá e Alemanha, apesar das barreiras tarifárias impostas pelo mercado norte-americano.

O passaporte da carne: status sanitário e diplomacia abrem mercados 'premium' para a suinocultura do Paraná
(Foto: Ari Dias)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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