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Anvisa emite alerta urgente sobre risco de pancreatite grave ligado ao uso de ‘canetas emagrecedoras’

Anvisa emite alerta urgente sobre risco de pancreatite grave ligado ao uso de 'canetas emagrecedoras'

(Foto: Freepik)

Anvisa emite alerta urgente sobre risco de pancreatite grave ligado ao uso de ‘canetas emagrecedoras’


Agência reforça a necessidade de acompanhamento médico rigoroso para substâncias como semaglutida e liraglutida; venda exige retenção de receita desde o ano passado.

A busca pelo corpo perfeito ou o tratamento do diabetes sem orientação adequada pode custar caro à saúde. Nesta segunda-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso indevido dos medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

O comunicado foca nos agonistas do receptor GLP-1 (substâncias que imitam hormônios de saciedade). A preocupação central da agência é o aumento de casos de pancreatite aguda, uma inflamação no pâncreas que pode evoluir para formas graves, necrosantes e até fatais.

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Quais medicamentos estão na lista?

O alerta da Anvisa engloba quatro princípios ativos principais, muito utilizados tanto para controle de diabetes quanto para perda de peso:

  • Dulaglutida
  • Liraglutida
  • Semaglutida
  • Tirzepatida

Embora o risco de inflamação no pâncreas já conste nas bulas desses remédios, a agência notou um aumento expressivo nas notificações de problemas tanto no Brasil quanto no exterior.

“Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado.”

Sintomas: quando procurar um médico

A pancreatite é uma emergência médica. A Anvisa orienta que pacientes que fazem uso dessas substâncias fiquem atentos aos sinais do corpo. O tratamento deve ser interrompido imediatamente em caso de suspeita.

Os principais sintomas que exigem ida urgente ao hospital são:

  1. Dor abdominal intensa e persistente: Que geralmente começa no meio do abdômen e pode irradiar para as costas;
  2. Náuseas severas;
  3. Vômitos.

Dados preocupantes no Brasil

O monitoramento da agência revela números que acendem o sinal amarelo. Entre o ano de 2020 e 7 de dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos ligados a esses medicamentos no país.

Mais grave ainda: houve seis notificações de suspeita de casos que evoluíram para óbito. O alerta brasileiro segue uma tendência mundial. Recentemente, a agência reguladora do Reino Unido (MHRA) também alertou para o risco de pancreatite aguda grave.

Controle mais rígido nas farmácias

Para tentar frear o uso indiscriminado, especialmente para fins puramente estéticos, a Anvisa já havia endurecido as regras. Desde junho de 2025, farmácias e drogarias são obrigadas a reter a receita médica no momento da venda.

A regra atual determina:

  • Prescrição em duas vias (uma fica na farmácia);
  • Validade da receita de até 90 dias a partir da emissão.

“A decisão teve como objetivo proteger a saúde da população brasileira, visto que foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas.”

Benefício x Risco

Apesar do alerta, a Anvisa esclarece que não proibiu os medicamentos. Para a agência, a relação entre risco e benefício continua favorável, desde que o uso seja feito corretamente, com indicação médica para as doenças aprovadas (como diabetes tipo 2 e obesidade mórbida).

O problema reside, segundo o órgão, na automedicação e no uso “off-label” (fora da bula) para emagrecimento rápido sem necessidade clínica real.

Histórico de alertas de segurança

Esta não é a primeira vez que as “canetas” entram na mira da vigilância. O histórico recente inclui:

  • 2024: Alerta sobre riscos de aspiração (o conteúdo do estômago voltar para o pulmão) durante anestesias e cirurgias, já que o remédio retarda o esvaziamento gástrico.
  • 2025: Alerta sobre casos raros de perda de visão associada à semaglutida.

A Anvisa pede que médicos e pacientes continuem notificando quaisquer reações adversas através do sistema VigiMed, para manter o monitoramento da segurança desses produtos no mercado nacional.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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