(Foto: Divulgação/Alice Anderson)
Dança, tecnologia e arte: Alice Anderson inaugura mostra internacional inédita no MON
A mostra “Technological Dances” ocupa o Olho e o Espaço Araucária a partir de 19 de março. O acervo inédito reúne pinturas, esculturas e instalações que exploram a relação entre o corpo, a matéria e a tecnologia.
O Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, inaugura na próxima quinta-feira (19) a sua mais nova atração internacional: a exposição “Technological Dances”, assinada pela artista francesa Alice Anderson. Quebrando as barreiras convencionais entre o movimento e a matéria, a mostra reunirá 75 obras — divididas entre pinturas concebidas durante performances, esculturas e instalações de grandes dimensões — que ocuparão os espaços icônicos do Olho e do Espaço Araucária (no 3º andar da torre).
Com curadoria do especialista Marc Pottier, a exposição convida o público a uma imersão sensorial para refletir sobre a interação do corpo humano em um mundo cada vez mais governado por dados e inteligência artificial.
O processo criativo: performance e tecnologia
Radicada em Londres, Alice Anderson é reconhecida mundialmente por um processo criativo onde a artista e a obra se confundem. Ela é uma das poucas criadoras contemporâneas que desenvolve pinturas e esculturas enquanto dança, aplicando tinta líquida em objetos para libertá-los de sua função primária.
Na visão do curador Marc Pottier, a exposição funciona como um registro físico dessas pinturas performativas. Há mais de duas décadas, a artista observa, cuida e “dança” com ferramentas antigas, máquinas modernas, circuitos eletrônicos e até meteoritos.
A própria artista explica que o título da exposição nasceu dessa justaposição inusitada entre a aparente rigidez da tecnologia e a fluidez da dança:
“Essas duas palavras realmente parecem contraditórias. No entanto, ambas evocam movimento. A tecnologia é como um movimento criado por sua constante evolução. Ela é projetada para interagir com o corpo e responder a ele, seja pressionando um teclado de computador ou imitando gestos humanos por meio da robótica.”
O diálogo com a arquitetura do Olho
A montagem de “Technological Dances” promete transformar a experiência espacial do visitante. As peças, que transitam entre objetos do cotidiano e estruturas arquitetônicas carregadas de simbolismo poético, foram pensadas para dialogar diretamente com as curvas desenhadas por Oscar Niemeyer.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, destaca o potencial desse encontro entre a arte performática e o espaço físico do museu: “Assim como as pessoas têm poder de adaptação, o Olho se transforma, de maneira criativa e inusitada, a cada nova exposição. E provavelmente essa é uma das mais criativas que já passou por aqui.”
Trajetória internacional da artista
A exposição em Curitiba coroa uma trajetória de sucesso nas principais galerias de arte e bienais do planeta. O trabalho de Alice Anderson, que busca testemunhar a inteligência que habita a matéria na era da IA, já integrou mostras institucionais de peso, tais como:
- França: Centre Pompidou (Paris e Malagà), MacVal Museum, Museum of Modern Art of Fontevraud, Atelier Calder e Louis Vuitton Cultural Space.
- Reino Unido: Royal Academy of Arts, Saatchi Gallery, Whitechapel Gallery e Wellcome Collection (Londres).
- Itália: 55ª Bienal de Veneza (2013).
- Holanda: Stedelijk Museum.
Serviço da exposição
Para os amantes das artes visuais e da cultura contemporânea, as informações para visitação são:
| Informação | Detalhe |
| Exposição | “Technological Dances”, de Alice Anderson |
| Abertura | 19 de março de 2026 (quinta-feira), às 18h |
| Local | Museu Oscar Niemeyer (MON) |
| Espaços | O Olho e Espaço Araucária (3º andar da Torre) |
| Curadoria | Marc Pottier |

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Cultura do Paraná
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