A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou seus trabalhos nesta sexta-feira (27) sem a aprovação de um relatório final.
O parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que pedia o indiciamento de 216 pessoas, foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão em uma votação de 19 a 12.
Após a rejeição do parecer principal, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu pelo encerramento dos trabalhos sem dar andamento a um relatório alternativo apresentado pela base governista. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) tentou apresentar uma questão de ordem para a apreciação do texto alternativo, mas o pedido não foi acatado.
Investigação continuará em outras esferas
Apesar do fim da comissão, Carlos Viana anunciou que a investigação sobre as supostas fraudes não será encerrada. Cópias do relatório rejeitado serão encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) informou que o relatório da base governista será levado à Polícia Federal.
O que pedia o relatório rejeitado
Com mais de 4 mil páginas, o parecer do deputado Alfredo Gaspar propunha o indiciamento de 216 indivíduos. Entre os citados estavam figuras como Antônia Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, o empresário Maurício Camisotti, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, além de ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares. O relatório também incluía o nome de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontando repasses recebidos de “Careca do INSS” por meio de uma empresária também indiciada.
Relatório da base governista e seu foco
O relatório alternativo, elaborado pela base do governo, solicitava o indiciamento de 201 pessoas. Este documento focava em ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores. Destaque para o pedido de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como líder de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes de descontos associativos do INSS, e do senador Flávio Bolsonaro.
Trabalhos da CPMI e polêmicas
A CPMI do INSS iniciou suas atividades em agosto de 2025 com o objetivo de investigar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas. Ao longo das investigações, a comissão também apurou supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados. Nas últimas semanas, a CPMI enfrentou acusações de vazar conversas pessoais de Daniel Vorcaro, cujos dados estavam em celulares apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão por autorização do STF.
Com informações de Agência Brasil
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