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Chegada do outono acende alerta da Saúde para o aumento de doenças respiratórias no Paraná

Chegada do outono acende alerta da Saúde para o aumento de doenças respiratórias no Paraná

(Foto: Canva)

Chegada do outono acende alerta da Saúde para o aumento de doenças respiratórias no Paraná


Mudanças bruscas de temperatura e baixa umidade do ar favorecem a transmissão de vírus. Idosos e crianças com menos de um ano são os mais vulneráveis e exigem atenção redobrada.

O outono começou oficialmente marcando a chegada de temperaturas mais amenas e dias mais curtos. Embora o clima seja agradável para muitos, a transição de estação traz consigo uma tendência de baixa na imunidade da população. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a necessidade de atenção redobrada à prevenção de doenças típicas do período, como gripe, pneumonia e sinusite.

A chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Sesa, Rosana Piler, explica que o outono costuma apresentar uma redução significativa da umidade do ar e variações acentuadas de temperatura ao longo do dia.

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“Esses fatores contribuem para o aumento de poluentes e para o ressecamento das vias respiratórias. Além disso, assim como no inverno, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, alerta a especialista.

Para evitar os consultórios médicos, a Sesa orienta a adoção de hábitos simples no dia a dia: manter o corpo hidratado, deixar os ambientes sempre arejados (mesmo nos dias frios) e higienizar as mãos com frequência.

Os mais vulneráveis: idosos e bebês

O olhar atento à saúde deve ser reforçado principalmente nos cuidados com as crianças e os idosos, que costumam desenvolver quadros mais graves de infecções respiratórias.

Os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) referentes a 2025 ilustram bem essa realidade no Paraná. De um total de 125.059 internações registradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por casos de influenza, pneumonias, bronquite e bronquiolite, a imensa maioria ocorreu nos extremos de idade:

  • 47,6% (59.498 internações) foram de pacientes com mais de 50 anos.
  • 8,7% (10.820 internações) foram de bebês menores de um ano de idade.

Vacinação é o melhor escudo

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a principal linha de defesa contra as doenças respiratórias é manter o calendário vacinal em dia. “A vacina da gripe é importante. As pessoas que têm uma fragilidade maior ou são dos grupos prioritários devem ficar atentas. Todos os anos o imunizante é atualizado para garantir maior proteção à população”, afirma.

Gripe, Covid-19 e pneumonia integram o grupo das doenças imunopreveníveis e o SUS disponibiliza as vacinas de forma gratuita nas unidades básicas de saúde. Confira quem tem direito:

Influenza (Gripe): A vacinação de rotina atende crianças (de 6 meses a menores de 6 anos), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. Além disso, há o período de campanha nacional anual, que amplia a proteção para grupos específicos anunciados pelo Ministério da Saúde, visando imunizar contra as cepas que estão circulando no momento.

Covid-19: A vacina está no calendário nacional para crianças (6 meses a menores de 5 anos), idosos (60+) e gestantes. Para os idosos, a recomendação é uma dose a cada seis meses. Gestantes devem receber uma dose por gestação. A partir dos 5 anos, a vacina é voltada para grupos prioritários, como imunossuprimidos e pessoas com comorbidades.

Pneumonia: O SUS oferta a Pneumocócica 10 conjugada no calendário de rotina para crianças (de 2 meses a menores de 5 anos). Já as vacinas Pneumocócica 23-valente e 13-valente são destinadas a pacientes com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, mediante avaliação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Chegada do outono acende alerta da Saúde para o aumento de doenças respiratórias no Paraná
(Foto: Roberto Dziura Jr)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Saúde do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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