Exercícios táticos da tradicional missão francesa “Jeanne D’Arc” acontecem nos dias 27 e 28 de abril na Restinga da Marambaia. Treinamento envolve submarinos, porta-helicópteros e dezenas de blindados.
O litoral do Rio de Janeiro será palco de um dos maiores exercícios de treinamento militar do ano. Nos próximos dias 27 e 28 de abril, mais de 1,7 mil militares atuarão lado a lado em uma operação conjunta entre a Marinha do Brasil, o Exército Francês e a Marinha Nacional Francesa.
A ação faz parte do grupo naval de projeção e formação Jeanne D’Arc, uma tradicional missão marítima francesa que dura cerca de cinco meses e percorre diversos países do mundo. O treinamento será realizado na Restinga da Marambaia, uma área de preservação ambiental com dunas e manguezais (na zona oeste do Rio) sob controle das Forças Armadas brasileiras.
Oportunidade de cooperação e defesa
O objetivo principal da missão é realizar operações anfíbias e exercícios de controle de área marítima, desenvolvendo técnicas de trabalho em comum e reforçando a prontidão de combate das tropas.
Para o comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, a vinda ao Brasil é uma oportunidade tática estratégica.
“Temos uma relação forte entre as duas marinhas, e uma relação forte significa que trocamos informações enquanto treinamos juntos. O nosso principal objetivo é proteger os nossos interesses e treinar com parceiros fortes, como o Brasil“, afirmou o comandante Delrieu.
Estrutura militar e veículos envolvidos
Para garantir a simulação de cenários reais de conflito e defesa, as duas nações vão empenhar algumas de suas principais embarcações e aeronaves bélicas. A frota francesa é encabeçada pelo gigantesco porta-helicópteros Dixmude, que tem capacidade para transportar 16 helicópteros e 80 veículos blindados.
Já a defesa brasileira contará com navios estratégicos e o moderno submarino Humaitá. Confira as forças empenhadas por cada país:
| País | Efetivo | Principais Embarcações e Aeronaves |
| França | Mais de 800 militares (incluindo 162 oficiais em formação) | Porta-helicópteros anfíbio Dixmude, Fragata Aconit, Navio reabastecedor Stosskopf, além de drones e veículos blindados. |
| Brasil | Aprox. 900 militares | Submarino Humaitá, Fragata Defensora, Navio de desembarque Almirante Saboia, Embarcação Marambaia e helicópteros (Seahawk, Esquilo e Super Lynx). |
O histórico da Missão Jeanne D’Arc no Brasil
A última vez que o grupo naval da missão Jeanne D’Arc esteve em águas brasileiras foi em 2024. Naquela ocasião, a operação foi ainda mais robusta, mobilizando aproximadamente 2.250 militares (sendo 1.460 brasileiros e 790 franceses) em atividades no mar e no porto.
Um dos grandes destaques do treinamento anterior foi a “incursão anfíbia”. Essa modalidade tática de alto risco consiste na penetração rápida ou ocupação temporária de uma região costeira considerada hostil (ou potencialmente hostil), seguida por uma retirada rigorosamente planejada.
Com informações de Agência Brasil
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