(Foto: Juliana Ávila)
Ouro, recordes e superação: atletas paranaenses brilham nos Jogos Sul-Americanos da Juventude
Com atuações de destaque, jovens de Foz do Iguaçu, Londrina, Curitiba e Campo Mourão garantem pódios no atletismo e no triatlo e ajudam a colocar o Time Brasil no topo do Panamá 2026.
A nova geração do esporte paranaense provou sua força internacional nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026. Representando o Time Brasil, jovens atletas de diversas cidades do Estado subiram ao pódio, quebraram recordes e garantiram medalhas preciosas no atletismo e no triatlo, mostrando que o Paraná segue como um celeiro de talentos para o esporte de alto rendimento.
Ouros e recordes no Atletismo
Nas pistas e no campo, os paranaenses não apenas conquistaram medalhas, mas deixaram seus nomes marcados na história da competição. A jovem Maria Ruth Gonçalves, de Campo Mourão, foi um dos grandes destaques do evento. Ela garantiu a medalha de ouro no lançamento do martelo com a impressionante marca de 62,01 metros. O arremesso não só rendeu o lugar mais alto do pódio, como estabeleceu um novo recorde sul-americano júnior da prova.
“Estou muito feliz por conquistar esse ouro representando o Brasil pela primeira vez. Essa medalha representa muitas coisas, como dedicação e esforço. Vou levar orgulho para minha casa e minha família”, celebrou a atleta de 17 anos.
Ainda no atletismo, o talento estadual falou mais alto com Nicolas Izidoro, que faturou o ouro no salto triplo. Com um voo de 15,55 metros, ele estabeleceu o novo recorde da competição e, de quebra, alcançou o cobiçado índice para o Mundial Sub-20 de Atletismo nos Estados Unidos. “Foi a primeira vez que quebrei um recorde. Era o que estava buscando e estou muito feliz”, revelou o saltador.
A cidade de Campo Mourão também teve motivos para comemorar com João Lucas de Souza, de 17 anos, que cravou 7,03 metros em sua terceira tentativa no salto em distância e garantiu a medalha de prata para o Brasil.
Força “pé-vermelha” nos pódios
O projeto Londrina Atletismo rendeu excelentes frutos para o país, com dois jovens subindo ao pódio em suas especialidades para receber o bronze.
O lançador Abílio Antônio Gomes Barbosa fez uma campanha sólida no lançamento do martelo e alcançou 65,51 metros – ficando a meros três centímetros de distância do segundo colocado (a prata ficou com o também brasileiro José Escobar).
Já Nicole Herdy Faria, de apenas 16 anos, consolidou sua grande fase nos 1.500 metros rasos. Ela fechou a corrida com o tempo de 4min28seg48, garantindo o bronze. “Fiquei a 0,79s do recorde brasileiro sub-18 e a 1,48s do índice para o mundial sub-20 de atletismo. Vou continuar lutando muito por esses objetivos”, destacou a fundista treinada por Dione D’Agostini Chillemi.
Resiliência e medalhas no Triatlo
Saindo do estádio e indo para a Cinta Costera, orla da Cidade do Panamá, o curitibano Eduardo Staniaski, de 16 anos, protagonizou momentos de muita emoção no triatlo. O jovem faturou duas medalhas na competição.
Na desgastante prova individual (750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida), Eduardo conquistou o bronze após dar um sprint final espetacular para ultrapassar o adversário na linha de chegada, completando o percurso em 57m51s. Dois dias depois, mostrando enorme espírito de equipe, ele ajudou o quarteto brasileiro a conquistar a medalha de prata na dinâmica prova de revezamento misto.
“Essa medalha significa acreditar. Você tem que acreditar em você sempre. Fui na raça, dei o sprint final e consegui esse terceiro lugar, algo que eu já vinha buscando há um tempo em competições internacionais”, comemorou o curitibano.
O momento teve um sabor ainda mais especial pela presença de seu pai, Luciano Gonçalves, que acompanhou de perto o esforço do filho. “Em todas as provas do Eduardo sempre estou presente. Essa medalha lavou a alma”, desabafou o pai, emocionado.
Os resultados conquistados no Panamá evidenciam a força do trabalho de base realizado no Estado, com jovens que não apenas representam o presente, mas são as grandes apostas do Brasil para os próximos ciclos olímpicos.
Histórico no mar e nos gramados: Surfe e Flag Football
O litoral paranaense também subiu ao pódio na bela Playa Venao. Em uma competição que levou o Brasil ao topo do quadro geral de medalhas, a surfista de Matinhos, Luara Mandelli, protagonizou uma final equilibradíssima no shortboard feminino. Enfrentando ondas altas e uma maré desafiadora, ela garantiu a medalha de prata para o país, sendo superada por menos de um ponto pela adversária peruana.
Para fechar as conquistas com chave de ouro, o Paraná marcou presença em um capítulo inédito do esporte nacional. O curitibano Guilherme Cheicoski Lisboa de Pontes integrou a seleção brasileira masculina de flag football, modalidade que fez sua estreia nos Jogos. Superando o favoritismo dos anfitriões, o Brasil venceu o Panamá por 34 a 32 em uma final eletrizante, erguendo a taça de primeiro campeão sul-americano da história do esporte — que também estreará nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Resumo de Medalhas: Os Paranaenses no Panamá 2026
Confira o desempenho consolidado dos nossos atletas na competição:
| Atleta | Cidade (PR) | Modalidade | Colocação (Medalha) |
| Maria Ruth Gonçalves | Campo Mourão | Atletismo (Lançamento do martelo) | Ouro |
| Nicolas Izidoro | Foz do Iguaçu | Atletismo (Salto triplo / Rev. 4x100m) | Ouro e Bronze |
| Guilherme Cheicoski | Curitiba | Flag Football (Equipe Masculina) | Ouro |
| João Lucas de Souza | Campo Mourão | Atletismo (Salto em distância) | Prata |
| Luara Mandelli | Matinhos | Surfe (Shortboard) | Prata |
| Eduardo Staniaski | Curitiba | Triatlo (Revezamento / Individual) | Prata e Bronze |
| Abílio Antônio Barbosa | Londrina | Atletismo (Lançamento do martelo) | Bronze |
| Nicole Herdy Faria | Londrina | Atletismo (1.500 metros rasos) | Bronze |
O encerramento e o futuro dos Jogos Sul-Americanos
Os Jogos Sul-Americanos da Juventude chegam ao seu fim neste sábado, 25 de abril, com as últimas finais e a cerimônia oficial de encerramento na Cidade do Panamá. Com o desempenho avassalador em modalidades como surfe, atletismo e esportes coletivos, o Time Brasil confirma mais uma vez sua hegemonia no quadro geral de medalhas do continente.
Organizado pela ODESUL (Organização Desportiva Sul-Americana), o evento é itinerante e segue o ciclo olímpico. A próxima edição está prevista para acontecer em 2030, em uma nova cidade-sede a ser definida.
Mais do que medalhas no peito, o torneio funciona como a principal vitrine e “peneira” para o futuro do esporte. Os jovens talentos que brilharam no Panamá — hoje com idades entre 15 e 17 anos — iniciam agora a transição para o esporte adulto, já de olho no auge físico e técnico exigido para os Jogos Olímpicos de Los Angeles (2028) e Brisbane (2032).

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