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Anac restringe transporte e uso de power banks em aviões após explosões; confira as novas regras
Com as novas diretrizes, o uso de carregadores portáteis durante o voo fica proibido. Transporte é limitado a duas unidades por passageiro e restrito à bagagem de mão, dependendo da potência da bateria.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) atualizou as regras para o transporte de carregadores portáteis (os famosos power banks) em voos comerciais. Publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24), a medida incorpora as mais recentes normas da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) e visa reduzir o risco de incêndios a bordo causados pelo superaquecimento de baterias de lítio.
O endurecimento das normas não é por acaso. O aumento de incidentes perigosos envolvendo essas baterias forçou as autoridades e as companhias aéreas a agirem rápido para garantir a segurança de passageiros e tripulantes.
As novas regras de embarque e uso
O transporte de power banks agora exige atenção redobrada do passageiro na hora de fazer as malas. A principal mudança afeta o comportamento a bordo: está proibido usar o equipamento para carregar o seu celular ou notebook durante o voo.
Confira o detalhamento das diretrizes que já estão em vigor:
- Apenas na bagagem de mão: Os carregadores portáteis nunca devem ser despachados no porão da aeronave.
- Limite por pessoa: Cada passageiro pode levar, no máximo, dois power banks.
- Proibição de uso em voo: Não é permitido usar o dispositivo para transferir carga para outros eletrônicos dentro do avião.
- Proibição de recarga: O passageiro não pode plugar o power bank nas tomadas da aeronave para recarregá-lo.
- Proteção contra curto-circuito: Os aparelhos devem ser transportados em sua embalagem original ou com os terminais (conectores) isolados para evitar contato acidental com metais.
Além disso, a Anac estabeleceu limites rígidos baseados na capacidade da bateria (medida em Watt-hora, ou Wh). Veja como funciona na prática:
| Capacidade do Power Bank | Regra para o Embarque |
| Até 100 Wh | Liberado (respeitando o limite de 2 aparelhos por pessoa). |
| Entre 100 Wh e 160 Wh | Necessita de autorização prévia e expressa da companhia aérea. |
| Acima de 160 Wh | Totalmente proibido. O item deverá ser descartado antes do embarque. |
A recomendação oficial é que, em caso de dúvida sobre a potência do seu equipamento, o passageiro entre em contato com a companhia aérea antes de ir para o aeroporto, pois cada empresa pode adotar protocolos internos ainda mais restritivos para a mitigação de riscos.
Histórico de sustos nos ares
O rigor da regulamentação é fundamentado em dados reais. No dia 29 de janeiro deste ano (2026), um voo da Latam que ia de São Paulo (SP) a Brasília (DF) precisou desviar a rota e fazer um pouso não programado em Ribeirão Preto (SP) após um power bank explodir a bordo. A cabine foi tomada por fumaça e três passageiros passaram mal, sendo atendidos pelas equipes de resgate ainda na pista.
Esse caso soma-se a outras ocorrências de alto risco recentes no Brasil e no mundo:
- Agosto de 2025: Um carregador portátil pegou fogo em um avião que fazia a rota entre São Paulo e Amsterdã, espalhando pânico na cabine.
- Outubro de 2025: A explosão de uma bateria de lítio provocou um princípio de incêndio em um voo da Air China que ia de Hangzhou (China) para Seul (Coreia do Sul), sendo controlado rapidamente pela tripulação.
O perigo do “barato que sai caro”
Embora explosões espontâneas de baterias de íon de lítio não sejam rotineiras, os danos de um foco de incêndio em um ambiente fechado e pressurizado como o de uma aeronave são gravíssimos.
O professor de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia, Fábio Delatore, alerta que o problema quase sempre está na qualidade dos componentes internos e na falta de certificações.
“Possivelmente, é uma característica de um equipamento que não foi produzido com os requisitos de segurança e os aspectos que tornem a operação dele segura. O problema está nas partes que constituem o power bank. A recomendação é buscar bons fabricantes e desconfiar de produtos muito baratos”, explica o especialista.
A orientação definitiva para os consumidores que viajam com frequência é priorizar power banks, celulares e cabos carregadores que sejam devidamente testados e homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Com informações de Agência Brasil
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