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Operação da PCPR captura família que executou cobradores no Paraná

Operação do PCPR captura família que executou cobradores no Paraná

(Foto: Divulgação PCPR)

Operação da PCPR captura família que executou cobradores no Paraná


Ação integrada da Polícia Civil do Paraná capturou os suspeitos mais de um ano após o crime em Icaraíma, reforçando o combate à impunidade no campo

O ciclo de angústia para quatro famílias finalmente se encerrou na manhã desta terça-feira (18). Antônio Buscariollo, de 67 anos, e seus filhos foram capturados no interior de São Paulo, encerrando uma fuga que durou mais de um ano. Eles são apontados como os executores de um dos crimes mais brutais da história recente do Noroeste paranaense: a morte de quatro homens em Icaraíma, originada por uma cobrança paralela em uma negociação imobiliária inacabada. O desfecho dessa caçada policial traz um desfecho aguardado pela sociedade e reafirma o alcance ininterrupto das forças de segurança estaduais.

Um recado direto para a segurança no agronegócio

A elucidação deste crime e a captura dos foragidos em outro estado ecoam fortemente na tranquilidade do interior do Paraná. A região Noroeste, sustentada pela força do setor agropecuário, precisa de garantias de segurança jurídica e integridade física para seus produtores e investidores.

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Quando disputas por terras são resolvidas com violência extrema e emboscadas, a estabilidade de toda a cadeia produtiva local fica ameaçada. A ação bem-sucedida das autoridades demonstra que o estado age com rigor contra a criminalidade no campo, assegurando que o mercado de propriedades rurais opere sob a proteção da lei, sem espaço para a justiça com as próprias mãos.

O cerco fechado em cidades paulistas

Os mandados de prisão foram cumpridos nas primeiras horas da manhã. O patriarca da família e um de seus filhos, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23 anos, estavam escondidos em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no estado de São Paulo. De forma simultânea, um outro filho de Antônio foi interceptado e detido pelas equipes no município de Santa Bárbara d’Oeste (SP).

Ação tática para evitar novas fugas

Para garantir o sucesso da prisão e evitar confrontos armados, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) mobilizou agentes de ponta, incluindo o Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE), que é referência nacional em operações de alto risco. A presença de viaturas camufladas chamou a atenção da vizinhança nas ruas paulistas. Durante a abordagem no sítio, a tensão foi alta: Antônio e Paulo tentaram escapar correndo por uma área de mata fechada, mas foram interceptados pelo cerco tático.

Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio à mata.” — Thiago Teixeira, delegado do Departamento de Operações Especiais.

O emprego da inteligência policial

O monitoramento que levou aos esconderijos exigiu meses de cruzamento minucioso de dados. Após a constatação de que o clã havia abandonado completamente sua vida no Paraná, os agentes passaram a rastrear passos virtuais, transações financeiras e o contato com familiares em outros estados.

Desde a identificação dos suspeitos, a PCPR permaneceu empenhada em sua localização e empregou todos os recursos disponíveis para sua prisão.” — Izaias Cordeiro, chefe da Subdivisão Policial de Umuarama.

Relembre o caso

O desaparecimento que deu início às investigações ocorreu em 5 de agosto de 2025. Na ocasião, Alencar Gonçalves de Souza, de 36 anos, viajou de São José do Rio Preto (SP) até a cidade de Icaraíma acompanhado de três homens contratados como cobradores particulares: Robishley Hirnani de Oliveira (53), Rafael Juliano Marascalchi (43) e Diego Henrique Afonso (39). Ao chegarem ao Paraná, o grupo desapareceu sem deixar vestígios.

Operação do PCPR captura família que executou cobradores no Paraná
(Foto: Divulgação)

A negociação de R$ 255 mil

A motivação para o crime macabro foi uma dívida acumulada na venda de uma propriedade rural localizada no distrito de Vila Rica do Ivaí. Segundo as autoridades, a família Buscariollo devia cerca de R$ 255 mil a Alencar. Frustrado com as tentativas amigáveis de recebimento que já duravam meses, o credor optou pela cobrança extraoficial, uma decisão que o levou direto a uma emboscada letal.

Ocultação de cadáveres e crueldade

Os detalhes da investigação ilustram uma premeditação assustadora e o desespero para destruir provas. A linha do tempo do crime revela como os suspeitos agiram para tentar despistar a justiça:

  • Agosto de 2025: O credor e os três cobradores desaparecem em Icaraíma.
  • Dia seguinte ao sumiço: Antônio e Paulo prestam depoimento oficial à delegacia. Eles negam a dívida, acusam outros parentes e fogem da cidade logo em seguida.
  • Mais de 40 dias depois: Os corpos das quatro vítimas são finalmente localizados, enterrados em uma densa área de mata. O carro usado pelo grupo estava soterrado a cerca de 500 metros das vítimas.

Constatamos que a família inteira havia fugido. O abandono repentino da residência foi o estopim para considerá-los os principais suspeitos.” — Gabriel Menezes, delegado responsável pelos primeiros passos do inquérito em 2025.

O perfil político e as contradições

Muito conhecido na pacata Icaraíma como “Tonhão Buscariollo”, Antônio mantinha a imagem de um produtor rural e trabalhava em um pesqueiro na região. A confiança na impunidade era tanta que ele chegou a disputar o cargo de vereador no município por duas vezes, nos anos de 2020 e 2024. Apesar da vida aparentemente pública, ele já possuía antecedentes criminais por posse ilegal de arma de fogo.

A localização dos corpos, em propriedade de pessoa que não tem qualquer relacionamento com a família Buscariollo, reforça a nossa defesa de negativa de autoria, ou seja, que não tiveram qualquer participação com esses homicídios.” — Renan Farah, advogado da família, em posicionamento enviado à imprensa ainda em 2025, tentando desvincular os clientes da chacina.

Operação do PCPR captura família que executou cobradores no Paraná
(Foto: Divulgação PCPR)

O caminho até a condenação

Com a prisão preventiva devidamente cumprida, pai e filhos serão transferidos e ficarão à disposição da Justiça paranaense para responder pelos assassinatos e ocultação de cadáveres. Um quarto suspeito, que seria um funcionário envolvido no crime, já estava detido no sistema prisional por outras acusações. O inquérito segue agora para os trâmites finais antes de ser levado ao Tribunal do Júri.

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O que você precisa saber em resumo

  • Produtor rural e seus dois filhos foram presos no interior de São Paulo nesta terça-feira (18), após mais de um ano foragidos da justiça paranaense.
  • O trio é investigado por armar uma emboscada e matar quatro homens por causa de uma dívida de R$ 255 mil referente a terras em Icaraíma.
  • A prisão envolveu rastreamento de inteligência e cerco de mata pelo grupo especial TIGRE para impedir a fuga da família criminosa.
Operação do PCPR captura família que executou cobradores no Paraná
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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