(Foto: Emerson Dias)
Jardim Botânico de Londrina terá 97 hectares de área revitalizada
Obras de R$ 45,8 milhões no Jardim Botânico de Londrina criam nova estufa e praça
Os frequentadores do Jardim Botânico de Londrina terão que lidar com bloqueios temporários em algumas áreas de circulação a partir desta semana. As restrições pontuais ocorrem devido ao início imediato das frentes de trabalho da segunda etapa de revitalização do complexo ecológico. O local continuará com os portões abertos para visitação diária, das 8h às 18h, durante os 18 meses estipulados para a execução do projeto.
A ordem de serviço que autoriza a entrada das máquinas foi assinada na última sexta-feira (21). O pacote de intervenções custará R$ 45,8 milhões aos cofres públicos, com medição rigorosa de cada etapa antes dos pagamentos. Os recursos integram uma parceria firmada em maio deste ano entre a prefeitura e o Governo do Paraná, que agora compartilham a gestão executiva do parque urbano.
Nova infraestrutura com temática cafeeira
A estrutura do parque passará por modificações visuais profundas e aumento na capacidade de atendimento ao público. O projeto arquitetônico abrange intervenções em uma área total de 97 hectares. O carro-chefe das edificações previstas no cronograma é a construção da Praça do Café, um núcleo focado na união entre ciência, cultura e botânica.
Esse novo complexo de alvenaria terá 4.376 metros quadrados de área construída para uso contínuo. O ambiente abrigará um auditório, salão de eventos, cafeteria comercial, sanitários e uma grande praça de convivência. A temática cafeeira resgata a base histórica da economia da região norte paranaense e também pautará a remodelação interna da estufa principal.
A estufa adotará uma proposta de conceito aberto, expondo a vegetação nativa característica da Mata Atlântica. Os operários farão a substituição de 1.112 metros quadrados de cobertura por um sistema atualizado de vidro laminado. Além disso, o local receberá 2.890 metros quadrados de estruturas metálicas instaladas sob medida para o suporte de plantas trepadeiras.
Anfiteatro e paisagismo intensivo
As construtoras vencedoras da licitação também atuarão na conclusão estrutural do anfiteatro do parque. O espaço ao ar livre de 2.000 metros quadrados ganhará um palco definitivo, vestiários de apoio e 190 bancos fixos de madeira. Essa infraestrutura permitirá a realização regular de espetáculos teatrais, apresentações musicais e aulas práticas de ecologia.
Para organizar o fluxo de visitantes de outras cidades, o pórtico de entrada passará por uma remodelação completa. O planejamento logístico prevê ainda a instalação de uma nova lanchonete e módulos extras de banheiros públicos. Simultaneamente às construções, o projeto de paisagismo instituirá oito jardins temáticos interligados por novas passarelas e espelhos d’água.
O adensamento verde na unidade de conservação ambiental ocorrerá por meio das seguintes inserções diretas no solo:
- Plantio de 1.700 árvores nativas e espécies ornamentais;
- Distribuição de 30 mil arbustos para delimitar os passeios;
- Fixação de 201 mil mudas de forração no terreno.
A ampliação maciça da cobertura vegetal nas áreas urbanas gera impactos diretos no microclima de Londrina. O adensamento arbóreo reduz a amplitude térmica nos bairros da zona sul e favorece a absorção natural das águas das chuvas. Essa função reguladora urbana corrobora o objetivo de conservação defendido pelas secretarias do Meio Ambiente.
Expansão universitária acompanha o anúncio
Durante a solenidade de liberação dos recursos para o parque, as autoridades estaduais confirmaram a abertura de dois novos cursos de graduação na Universidade Estadual de Londrina (UEL). A instituição pública passará a oferecer bacharelados nas áreas de Fonoaudiologia e Geologia. O início das primeiras turmas ocorrerá no calendário letivo de 2027.
O curso de Geologia será o pioneiro do ramo de geociências no interior do estado, ofertando 20 vagas anuais em regime de período integral. Já a graduação em Fonoaudiologia garantirá 30 vagas no turno matutino. A implantação da grade curricular e dos laboratórios custará R$ 23,3 milhões até o ano de 2031.
Essas verbas carimbadas financiarão as despesas operacionais e a contratação escalonada de 20 professores e oito agentes universitários. A coordenadoria de vestibulares da UEL divulgará o cronograma oficial e os editais de ingresso ainda no segundo semestre de 2026.
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Autoridades avaliam o impacto regional
A oficialização das obras mobilizou lideranças governamentais e equipes de fiscalização do Governo do Estado. O prefeito local, Tiago Amaral, defendeu a ocupação maciça do parque pelas famílias para lazer gratuito e práticas esportivas. O governador Ratinho Júnior, por sua vez, avaliou o potencial econômico do complexo no setor de serviços.
“Estamos falando de uma obra que passa de R$ 45 milhões em toda essa área e vai ser possivelmente um dos maiores cartões-postais do Brasil e do Paraná. Com certeza vai atrair muito turista, além da população que mora em Londrina e na região”, pontuou o governador do Paraná.
O controle sobre o repasse da verba ocorrerá mês a mês, conforme o avanço real do maquinário. Fiscais designados pelas pastas competentes verificarão in loco o andamento do cronograma físico-financeiro para garantir a execução total do projeto entregue pela empreiteira.

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Londrina
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