(Foto: PMPP)
Orla de Pontal do Paraná acelera obras e ganha data de entrega em 2027
Primeira fase da reestruturação urbana recebe R$ 34,5 milhões e altera a dinâmica turística entre Canoas e Monções
Moradores e turistas que frequentam a faixa de areia entre os balneários de Canoas e Monções encontrarão um cenário urbano reestruturado no primeiro semestre de 2027. O consórcio responsável pelos trabalhos atingiu 29,4% do cronograma físico no mês de agosto. A execução atual concentra esforços na infraestrutura subterrânea e nas fundações. Estas bases estruturais dão suporte direto às novas áreas de lazer e mobilidade projetadas para o município de Pontal do Paraná.
O projeto substitui a configuração atual por uma estrutura contínua de calçadas, ciclovias e pistas de caminhada. A Avenida Aníbal Khury recebe pavimentação completa no trecho de 3,66 quilômetros correspondente à Praia de Leste. Máquinas e operários atuam hoje na instalação de galerias pluviais de grande porte. A macrodrenagem resolve históricos pontos de acúmulo de água na região e prepara o solo para as intervenções de superfície.
A emancipação política de Pontal do Paraná ocorreu apenas na década de 1990. Desde então, o crescimento urbano do município avançou com rapidez sobre as áreas de restinga, gerando passivos de infraestrutura. A intervenção atual corrige parte deste déficit ao instalar tubulações dimensionadas para o regime de chuvas da planície litorânea. O sistema direciona as águas pluviais para pontos de descarte adequados, impedindo a erosão da faixa de areia.
A requalificação absorve R$ 34,5 milhões em recursos públicos. O redesenho da costa altera diretamente a dinâmica comercial e a valorização imobiliária da cidade. Novos quiosques padronizados substituirão as estruturas antigas, garantindo adequação sanitária e visual. Passarelas de acessibilidade permitirão o trânsito seguro de cadeirantes e idosos até o mar, reduzindo o impacto humano sobre a vegetação nativa.

Impacto direto na economia regional
Os canteiros de obras mobilizam contratações locais e injetam capital na economia caiçara durante a baixa temporada. A modernização do espaço atrai os olhares de construtoras e investidores para o setor de serviços. Com a entrega da primeira fase em 2027, o comércio estabelecido na região projeta um aumento no fluxo de visitantes ao longo de todo o ano, desvinculando o faturamento do curto período de veraneio.
O trade turístico local reorganiza suas associações para explorar o potencial do novo equipamento urbano. Restaurantes e pousadas instalados nos arredores da Avenida Aníbal Khury preparam reformas em suas fachadas para acompanhar o novo padrão visual do município. O setor público também organiza estudos para conceder a gestão dos novos quiosques à iniciativa privada, fomentando negócios regulares na faixa de areia.
A nova iluminação estenderá o horário de uso seguro do calçadão, incentivando o turismo noturno e a prática de esportes. Ruas transversais ganham sinalização específica e bolsões de estacionamento reorganizam o trânsito de veículos. A medida visa atenuar os conflitos entre pedestres e carros que tradicionalmente ocorrem nos meses de pico.
Pacote complementar de infraestrutura costeira
Além da revitalização visível na faixa de areia, o Governo do Paraná estrutura outras frentes rodoviárias para o município. A chamada Faixa de Infraestrutura consumirá cerca de R$ 400 milhões para conectar a área urbana aos portos. O traçado desvia o tráfego de caminhões do centro comercial e cria um corredor logístico dedicado.
O canal de escoamento logístico corre em paralelo à rodovia atual. Esta separação física protege os turistas e moradores do tráfego portuário pesado. O projeto ambiental da via prevê passagens de fauna e sistemas de contenção que impedem a contaminação dos canais naturais de água doce da planície costeira.
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Soluções para o gargalo viário no acesso
Engenheiros desenvolvem simultaneamente os projetos executivos para a construção do chamado Viaduto Pontal. O complexo rodoviário articulará em desnível o entroncamento entre as rodovias PR-407 e PR-412. A estimativa inicial destina R$ 50 milhões para executar a obra estrutural em um dos pontos mais críticos do tráfego litorâneo.
A trincheira ou viaduto propõe solucionar os congestionamentos quilométricos que paralisam o acesso aos balneários durante a alta temporada de verão. Atualmente, o cruzamento em nível funciona como um funil de trânsito que atrasa a viagem de milhares de veranistas. O redesenho da interseção acelera o fluxo de chegada e saída, integrando a malha rodoviária ao novo perfil urbano desenhado para a orla.

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