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Djanho! Mostra de cinema reúne 52 produções em espaços de Curitiba

Djanho! mostra de cinema reúne 52 produções em espaços de Curitiba

(Foto: Divulgação)

Djanho! Mostra de cinema reúne 52 produções em espaços de Curitiba


Festival reúne produções de 11 países e destaca a força do audiovisual de horror e fantasia produzido no estado.

O público paranaense ganha uma alternativa imersiva para consumir cinema na reta final de agosto. A nova edição da mostra Djanho! converte espaços tradicionais e até um antigo necrotério de Curitiba em salas de exibição para 52 produções do gênero fantástico. O formato de ocupação urbana aproxima os espectadores das telas e fomenta a economia criativa ao colocar obras financiadas no Paraná ao lado de títulos de 11 países.

O evento acontecerá de 26 de agosto a 2 de setembro com exibição de curtas e longas-metragens de cinema de gênero (fantástico, ficção científica e horror) em diversos espaços culturais da cidade. As sessões ocorrem em espaços como o Cine Passeio, SESC Centro, Cinemateca de Curitiba e Museu da Imagem e do Som (MIS-PR), entre outros.

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A estratégia do evento retira o circuito de exibição do padrão comum de shopping centers. O Museu de Ciências Forenses da Polícia Científica abre sua sala de gavetas para receber clássicos do terror mundial e curtas-metragens independentes. Essa escolha de locação arquitetônica intensifica o clima de tensão proposto pelas obras e redefine a forma como os moradores experimentam a cidade.

Protagonismo de Londrina com a obra Sombria

A produção audiovisual do interior ganha espaço na competitiva brasileira com o curta-metragem londrinense Sombria. Dirigida por Rodrigo Grota e viabilizada com apoio da Prefeitura de Londrina, a obra narra a história de uma robô criada para um filme de terror que passa a buscar autonomia. O trabalho tem exibição gratuita agendada para o dia 28 de agosto, durante a sessão batizada de Necrópsias.

“Acredito muito em um princípio que o Buñuel defendia, que nós, aqui na América do Sul, deveríamos praticar uma espécie de surrealismo crítico, pois essa seria a melhor forma de compreender a nossa realidade“, afirma o diretor Rodrigo Grota sobre a linguagem adotada em seus trabalhos.

A equipe cinematográfica de Londrina adota uma narrativa totalmente silenciosa, construída sem o uso de diálogos ou de um narrador. Os realizadores dividiram o universo visual em três segmentos de cores para diferenciar a realidade, os sonhos da protagonista mecânica e o ambiente de gravação do filme dentro do filme. Essa abordagem técnica evidencia o rigor estético dos projetos em desenvolvimento no norte do estado.

Integração do audiovisual na capital paranaense

Realizadores locais também dominam a programação de longas e curtas-metragens produzidos na capital. O diretor curitibano Renan Cordeiro Kieski apresenta o slasher Carnaval Sangrento 2, enquanto Guto Pasko assina o filme de encerramento, Relicário. A organização distribui estas e outras exibições por endereços culturais consolidados para facilitar o trânsito do público, incluindo o Cine Passeio, a Cinemateca de Curitiba e o Museu da Imagem e do Som.

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Expansão internacional e acessibilidade no streaming

A programação de 2026 mapeia os trabalhos do cinema fantástico atual desenvolvidos em polos da indústria como Estados Unidos, Irã e Alemanha. A cerimônia de abertura oficial projeta Virtuosas, filme que conta com a atriz Bruna Linzmeyer e acompanha um retiro feminino transformado em situação de perigo extremo.

A curadoria atende simultaneamente o público infantojuvenil com exibições que utilizam o folclore nacional para discutir aceitação social, a exemplo da animação com marionetes Folclórica.

O acesso à mostra rompe os limites físicos após o encerramento das atividades presenciais no início de setembro. A direção do evento transfere parte do acervo para a plataforma de streaming Darkflix. Essa janela de exibição virtual estende a vida útil do festival e garante que os moradores de outras regiões do país consumam as histórias elaboradas pelos cineastas paranaenses.

Djanho! mostra de cinema reúne 52 produções em espaços de Curitiba
(Foto: Divulgação)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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