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Operação mira 126 ferros-velhos para barrar furto de cabos no Paraná

Operação mira 126 ferros-velhos para barrar furto de cabos no Paraná

(Foto: Divulgação PCPR)

Operação mira 126 ferros-velhos para barrar furto de cabos no Paraná


Força-tarefa estadual ataca a cadeia de receptação de cobre que causa apagões e interrupção de serviços básicos aos cidadãos

O morador que acorda sem internet, o motorista que enfrenta cruzamentos com semáforos apagados e o comerciante que perde mercadorias por falta de energia conhecem bem o resultado prático do furto de fios de cobre. Esse crime afeta diretamente a rotina das cidades e depende de uma rede clandestina de compradores para se manter financeiramente vantajoso. Uma força-tarefa decidiu atacar a base financeira desse esquema na quinta-feira (3).

Agentes da Polícia Civil do Paraná, em conjunto com a Polícia Militar do Paraná e a Receita Estadual do Paraná, deflagraram uma ação simultânea de fiscalização em 126 estabelecimentos comerciais. Os alvos atuam no ramo de compra, venda e armazenamento de sucatas. O foco da mobilização recaiu sobre a identificação e apreensão de materiais de origem ilícita escondidos nestes pátios.

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As equipes policiais se dividiram pelas ruas de Curitiba e de outros 35 municípios. Do total de alvos definidos pela inteligência, 41 funcionam na capital do Paraná, 24 ficam espalhados pela Região Metropolitana de Curitiba e 61 operam em cidades do interior. Os agentes exigiram documentação de procedência de cada lote de cobre encontrado nos barracões.

Cerco contra a receptação qualificada e punições

Comprar fios furtados configura crime de receptação qualificada, uma prática criminosa que lucra em cima do prejuízo coletivo. Os policiais prendem em flagrante os proprietários que mantêm esse tipo de material sem nota fiscal nos galpões. Além do risco de prisão, os empresários enfrentam sanções administrativas imediatas que inviabilizam a continuidade do negócio.

A legislação em vigor prevê consequências severas para os donos de ferros-velhos flagrados com materiais de origem ilícita:

  • Reclusão de três a oito anos, somada ao pagamento de multa pelo crime de receptação.
  • Cancelamento imediato da inscrição estadual pelo órgão tributário.
  • Cassação definitiva do alvará de funcionamento pela prefeitura local.

O chefe da PCPR explicou a lógica por trás das abordagens feitas diretamente no balcão de atendimento dos sucatões. Ele apontou a necessidade de asfixiar o comércio que estimula e remunera a ponta final dos furtos.

Fiscalizações como esta atuam diretamente nos pontos que podem abastecer o mercado de produtos de origem criminosa. Ao verificar a procedência dos materiais e responsabilizar quem participa dessa cadeia, reduzimos o espaço para a receptação e contribuímos para prevenir novos furtos de fios e cabos”, afirma o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach.

Integração de forças e controle fiscal

A operação exigiu um contingente expressivo para cobrir as dezenas de municípios ao mesmo tempo, de forma sincronizada. A estrutura descentralizada da corporação militar garantiu que nenhum alvo conseguisse repassar o material furtado para frente após o início das blitze. Os policiais catalogaram e pesaram todo o volume apreendido, vinculando o cobre aos respectivos inquéritos policiais.

A capilaridade da Polícia Militar permite que as equipes atuem em diversos municípios ao mesmo tempo. Essa integração amplia o alcance da fiscalização e fortalece a resposta aos crimes que afetam a população e a prestação de serviços essenciais”, afirma o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva.

No aspecto tributário, a Receita Estadual do Paraná cruzou os dados cadastrais das empresas em tempo real durante as vistorias. Os auditores focaram na regularidade fiscal das notas de entrada e saída dos estoques de metal. Essa verificação administrativa expõe rapidamente os comércios que funcionam apenas de fachada para lavar o cobre derretido.

A participação da REPR amplia o controle sobre esse segmento e permite verificar a regularidade dos pontos vistoriados. O trabalho conjunto protege quem atua dentro da legalidade e contribui para impedir que materiais de origem ilícita circulem no mercado”, afirma a diretora da instituição, Suzane Aparecida Gambetta Dobjenski.

Próximos passos das investigações estaduais

Os peritos agora analisam as bitolas e as marcas específicas dos cabos apreendidos para identificar as concessionárias de serviço público lesadas pelos furtos. O cruzamento das informações colhidas nos 126 endereços abastece novos inquéritos policiais. Os investigadores buscam mapear os fornecedores recorrentes que entregam grandes volumes de material nas madrugadas aos ferros-velhos clandestinos.

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Operação mira 126 ferros-velhos para barrar furto de cabos no Paraná
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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