(Foto: Divulgação PCPR)
Operação Gomorra: políticos do Paraná presos por abuso infantil
Investigação revela esquema de abuso infantil com 16 vítimas no noroeste do estado.
A comunidade de Xambrê, no noroeste do Paraná, acorda com um vácuo em sua estrutura de poder e um escândalo envolvendo abuso infantil. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) colocou atrás das grades o vereador Edinalvo Lima Venturi e o ex-secretário municipal de Cultura Pedro Henrique da Silva Mota.
Os mandados de prisão preventiva desarticulam um esquema que fez pelo menos 16 vítimas entre crianças e adolescentes na região. A prefeitura reagiu de forma imediata aos mandados expedidos na sexta-feira e exonerou o responsável pela pasta cultural na mesma data.
Como a corrupção administrativa revelou os crimes sexuais
Os investigadores chegaram até os suspeitos por meio de um desdobramento inesperado de outra frente de apuração criminal. Em março deste ano, agentes públicos locais já estavam na mira da Justiça durante a Operação Res Privata, que buscava evidências de fraudes em contratos da administração pública.
Durante essa primeira fase, as equipes recolheram aparelhos celulares que acabaram traçando o caminho probatório até os abusos. A quebra do sigilo telemático de um dos dispositivos apreendidos expôs um farto material de violência infantil e motivou a abertura imediata da Operação Gomorra.
Além de prender as lideranças políticas, as forças de segurança executaram três mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal. As equipes da Polícia Civil (PCPR) confiscaram novos documentos, anotações e telefones que devem expandir a teia de investigados. Os promotores apuram as práticas de exploração sexual, importunação e a produção sistemática de registros em foto e vídeo contendo violência sexual. Esse material ficava armazenado de forma oculta nos dispositivos dos suspeitos.
Prisões em flagrante e o futuro dos mandatos políticos
A operação também resultou em uma terceira detenção durante o cumprimento das ordens judiciais nas residências e gabinetes. Os policiais prenderam uma pessoa em flagrante após encontrarem munições ilegais no local das buscas. O Ministério Público do Paraná optou por não divulgar a identidade desse terceiro alvo, mantendo o foco nas figuras públicas que encabeçam o esquema.
O andamento do inquérito agora transfere a pressão institucional para a Câmara Municipal, que ainda mantém o nome de Venturi ativo na lista oficial da atual legislatura.
Silêncio e defesa das figuras públicas envolvidas
Os advogados que representam o parlamentar e o ex-secretário ainda não se apresentaram oficialmente nos autos para contestar as acusações ou pedir a revogação das prisões. A reportagem local buscou contato por meio dos canais institucionais e perfis públicos de ambos os investigados, mas as mensagens permanecem sem resposta.
As autoridades mantêm os autos sob rigoroso sigilo judicial para proteger a identidade e a integridade psicológica das 16 vítimas menores de idade. A extração de dados dos novos eletrônicos confiscados definirá os próximos passos da promotoria e possíveis novas fases da operação.
Deixamos o espaço aberto para que os investigados apresentem sua versão dos fatos.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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