(Foto: Divulgação PMC)
Criação irregular de galos de rinha é fechada no Mossunguê: dono leva multa de R$ 20 mil
Operação conjunta da Rede de Proteção Animal, Adapar e Polícia Ambiental flagrou aves da raça mura em situação de maus-tratos na manhã desta terça-feira
Uma operação integrada resgatou 16 galos da raça mura mantidos em condições severas de maus-tratos no bairro Mossunguê, em Curitiba, na manhã desta terça-feira (6).
A fiscalização, motivada por denúncias anônimas, mobilizou equipes da Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba, com apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde da Polícia Militar. As aves, tradicionalmente exploradas em rinhas clandestinas, viviam confinadas em espaços exíguos, sem higienização, subalimentadas e com restrição severa de água.
O responsável pelo cativeiro ilegal recebeu uma autuação de R$ 20 mil, fundamentada na Lei Municipal 16.378/2024, que endurece as punições para agressores de animais na capital paranaense.
Além da penalidade financeira, o criador precisou assinar um termo formal de compromisso para encerrar definitivamente a atividade irregular na propriedade. Os galos confiscados ganham agora uma nova chance, já que todos receberam microchips de identificação e entrarão no processo de adoção responsável do município.
Condições de confinamento e a atuação da fiscalização
O flagrante no Mossunguê expõe a persistência de práticas criminosas envolvendo animais de grande porte em áreas urbanas residenciais. O espaço improvisado impedia o movimento natural das aves, agravando o desgaste físico característico de animais submetidos aos treinamentos de combate.
A intervenção rápida do poder público evitou que os galos fossem levados a rinhas clandestinas, prática configurada como crime ambiental no Brasil.
“Recebemos a denúncia dessa criação irregular de galos de rinha e a situação foi comprovada durante a fiscalização na manhã desta terça-feira. Os animais estavam em condições de maus-tratos e agora vão receber um tratamento adequado.” — Edson Evaristo, diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Consequências legais para os maus-tratos em Curitiba
A aplicação da multa reflete o rigor da nova legislação municipal sobre proteção da fauna, desenhada para atingir o bolso de quem lucra com a crueldade.
O trabalho articulado entre a prefeitura e o Estado garante que as punições cubram tanto a esfera administrativa quanto os inquéritos criminais subsequentes. As sanções impostas na operação desta terça-feira incluíram os seguintes procedimentos práticos:
- Apreensão imediata das 16 aves encontradas no terreno irregular.
- Multa administrativa de R$ 20.000,00 emitida diretamente ao responsável.
- Exigência de termo de ajustamento de conduta para bloqueio da atividade.
- Implantação de microchips para monitoramento vitalício das aves.
Destino e adoção responsável dos animais resgatados
Com a retirada dos animais do ambiente de exploração, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente assumiu a tutela imediata do grupo. O repasse das aves para novos tutores exige uma verificação rigorosa de perfil, assegurando que o adotante possua chácaras ou terrenos com estrutura adequada.
A triagem prévia é a principal ferramenta do município para impedir o retorno dessas aves aos circuitos de rinhas escondidas em outras cidades do Paraná.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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