(Foto: Divulgação PCPR)
Operação da PCPR prende 17 suspeitos de tráfico comandado de Londres
Ação atinge rotas logísticas e financeiras do crime organizado no noroeste do estado
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 17 pessoas na manhã desta quinta-feira (15) durante uma operação contra uma quadrilha voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O grupo atuava diretamente na distribuição de entorpecentes em Maringá e Sarandi, mas operava sob as ordens de um líder que mora atualmente na Inglaterra. A ação contou com cerca de 100 agentes, apoio aéreo e cães farejadores, além da colaboração da Polícia Civil de São Paulo (PCESP).
A intervenção policial interrompe um fluxo logístico e financeiro que afeta o cotidiano dos moradores da região Noroeste. Com a execução de 16 bloqueios de contas bancárias e a desarticulação de um sistema ágil de venda de entorpecentes, a operação tira de circulação os operadores que financiam a violência armada nos bairros. Foram apreendidos 15 quilos de maconha e cocaína nos endereços alvos.
Estrutura logística e entregas de drogas por delivery
O esquema criminoso funcionava a partir de núcleos especializados, com funções que iam do armazenamento em larga escala até o fracionamento e a entrega final aos usuários. As investigações conjuntas com o Ministério Público duraram cerca de um ano e mapearam o uso de sistemas de entrega no formato “delivery”, facilitando a chegada rápida das substâncias nas ruas.
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em cidades costeiras e no estado vizinho, atingindo endereços em Praia de Leste e Franco da Rocha. A descoberta dos depósitos gerou mais três prisões em flagrante por posse de ilícitos, confirmando a ramificação da estrutura muito além das cidades de origem da investigação.
Liderança internacional e controle de remessas
O controle das operações diárias ocorria de forma remota. O uso da internet permitia que ordens executivas atravessassem o Atlântico em tempo real, ditando o ritmo de abastecimento das células paranaenses. A equipe policial identificou que os fornecedores atacadistas não habitavam a região Noroeste, terceirizando o risco operacional para os entregadores locais.
“Um dos principais fornecedores investigados, apontado como liderança da organização, reside atualmente em Londres, na Inglaterra, de onde coordenava remotamente o abastecimento de drogas”.
Os levantamentos apontam ligações dessa célula com uma organização de abrangência nacional. O inquérito identificou que um dos suspeitos originais possui parentesco direto com um líder estadual dessa facção, que hoje estaria abrigado no Paraguai.
Descapitalização do crime e bloqueio de bens
A prisão de indivíduos que cediam contas bancárias expõe a atual tática de sufocamento financeiro adotada pela corporação. O Departamento de Inteligência Policial utiliza tecnologias de rastreamento para secar os fundos que mantêm a estrutura ativa.
O bloqueio dos ativos paralisa a engrenagem, dificultando a compra de novos carregamentos de armas e o recrutamento de novos entregadores para substituir os detidos.
A geografia do Noroeste coloca a região na rota de passagem e consumo de ilícitos. O desmonte de uma cadeia que une a ponta da rua a comandos no exterior atua para reduzir crimes secundários, como furtos e homicídios motivados por acertos de contas e dívidas do narcotráfico.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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