(Foto: Divulgação PF)
Fronteira: forças de segurança interceptam barcos com contrabando no rio Paraná
Ações conjuntas bloquearam rotas clandestinas de mercadorias paraguaias em menos de 24 horas no estado
Em um intervalo de menos de 24 horas, a Polícia Federal, a Polícia Militar do Paraná e o BPFRON retiraram de circulação 8,5 mil maços de cigarros contrabandeados nas águas do rio Paraná. As apreensões ocorreram entre sexta-feira (16) e sábado (17) nos municípios fronteiriços de Foz do Iguaçu e Guaíra.
A vigilância ininterrupta na faixa de fronteira tenta frear o abastecimento do comércio ilegal que escoa para diversas regiões do país. O bloqueio dessas remessas atinge diretamente a logística financeira das redes criminosas que operam na clandestinidade para escapar de tributação e controle de qualidade.
Operação noturna em Foz do Iguaçu
Na madrugada de sábado, por volta das 2h30, equipes de patrulhamento fluvial identificaram duas embarcações que saíram do Paraguai em direção à margem brasileira em Foz do Iguaçu. Os agentes se deslocaram rapidamente e conseguiram realizar a abordagem antes que o descarregamento acontecesse.
Os barcos, equipados com motores de popa, transportavam dez caixas de cigarros, totalizando cerca de 5 mil maços, além de um pneu de caminhão. Todo o material interceptado na água foi encaminhado para o pátio da Receita Federal para os trâmites legais de confisco.
Vestígios de fuga em Guaíra
Um dia antes, na sexta-feira, uma ação similar localizou 3.500 pacotes de cigarros de origem estrangeira em uma área rural de Guaíra. A carga estava escondida em sacos plásticos próximos a um porto de pesca clandestino, acompanhada de três pneus soltos pela barranca do rio.
Os policiais notaram ondulações recentes na superfície da água ao chegarem no ponto exato do esconderijo. O rastro indicou que os suspeitos fugiram em uma embarcação instantes antes da aproximação da equipe policial. O material apreendido seguiu para a delegacia da Polícia Federal local.
O cerco nas fronteiras fluviais do estado
As margens do rio Paraná e a extensão do Lago de Itaipu formam um labirinto logístico utilizado há décadas por atravessadores na fronteira oeste. A integração de forças de segurança visa mapear esses portos clandestinos efêmeros e sufocar as rotas noturnas de travessia.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal
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