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Alunos de Londrina criam repelente de Arruda contra escorpiões

Alunos de Londrina criam repelente de Arruda contra escorpiões

(Foto: Regina/CCM Patrimônio)

Alunos de Londrina criam repelente de Arruda contra escorpiões


Projeto escolar utiliza planta acessível para proteger residências sem uso de produtos químicos

Três alunos do 9º ano do Colégio Estadual Cívico-Militar do Patrimônio Regina, localizado em Londrina, desenvolveram um repelente natural à base de arruda para afastar escorpiões. A pesquisa iniciou em março deste ano e extrai o princípio ativo da planta por meio da imersão em álcool 95%, criando uma barreira física e olfativa que dispensa formulações químicas pesadas.

O foco prático do projeto atinge diretamente a população de áreas vulneráveis. A equipe escolar planeja ensinar o preparo comunitário nos bairros que sofrem com terrenos baldios e falta de saneamento, entregando uma solução barata para que as famílias blindem o acesso às casas utilizando as folhas disponíveis nos próprios quintais.

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O desenvolvimento do produto ocorre em meio aos números alarmantes de ataques peçonhentos no Paraná. Durante o ano de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 8.472 acidentes com escorpiões no estado. Até setembro de 2026, os municípios monitorados pela regional de Londrina já confirmaram 678 ocorrências médicas.

Extração caseira agiliza a produção

O preparo do líquido descarta a necessidade de equipamentos de laboratório e reduz os custos operacionais. A equipe determinou que as folhas e os ramos da arruda devem permanecer submersos na solução alcoólica por dois a três dias, tempo necessário para a extração completa dos bioativos. Após o processo de filtragem, a substância fica pronta para a aplicação em portas e rodapés utilizando borrifadores comuns.

“A arruda é uma planta medicinal extremamente acessível. Nossas pesquisas mostraram que qualquer pessoa pode encontrá-la no próprio quintal ou em feiras, o que torna a produção barata e viável para quem mais precisa”, detalha Rodrigo Lorenzo Gomes da Silva, de 15 anos, integrante do grupo.

As diretrizes de biossegurança impedem o manejo de escorpiões vivos no ambiente escolar. A solução metodológica veio com a substituição da cobaia por formigas, já que os insetos pertencem ao mesmo filo biológico de artrópodes. Durante as rodadas de testes práticos, as formigas rejeitaram e evitaram de imediato as superfícies tratadas com a fórmula.

Ensaios garantem a segurança da fórmula

A próxima etapa do estudo prevê a execução de ensaios toxicológicos dentro da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Os testes avançados com escorpiões definirão o tempo exato de durabilidade do produto nas superfícies. A universidade também avaliará o risco de reações alérgicas do repelente em contato acidental com seres humanos e animais domésticos.

A validação da pesquisa levou os jovens pesquisadores até Foz do Iguaçu, sede da Feira Nacional de Altas Habilidades/Superdotação. A professora de biologia Natália Cenedesi Vicentim Bom relata que a apresentação estadual promovida pela Secretaria de Estado da Educação (SEED-PR) consolidou o trabalho de controle biológico perante avaliadores científicos de todo o estado.

Medidas adicionais de bloqueio doméstico

Mesmo com a aplicação do repelente nas entradas da casa, a eliminação de abrigos orgânicos impede a procriação dos aracnídeos. A estratégia de proteção contínua engloba o manejo diário do imóvel:

  • Limpar restos de entulhos, telhas quebradas e montes de lenha dos terrenos.
  • Fechar os ralos de banheiro e colocar telas milimétricas nas tubulações pluviais.
  • Vedar rachaduras estruturais nos rodapés e vãos de janelas.
  • Inspecionar e sacudir sapatos, toalhas e roupas de cama antes do uso.

Em caso de picada, o morador deve procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima imediatamente para o bloqueio toxicológico. As famílias da região norte podem solicitar instruções emergenciais ao CIATox pelos canais diretos de socorro.

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Alunos de Londrina criam repelente de Arruda contra escorpiões
(Foto: Regina/CCM Patrimônio)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Educação do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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