(Foto: Marcelo Casal Jr.)
Morar sozinho se torna mais comum no Brasil, revela pesquisa
Mais pessoas estão morando sozinhas em todo o país, mostra pesquisa do IBGE
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o número de domicílios unipessoais, ou seja, lares ocupados por apenas uma pessoa, cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos. Em 2012, esses domicílios representavam 12,2% do total, enquanto em 2023 esse número saltou para 18%, o que significa que quase um em cada cinco lares no país é composto por apenas uma pessoa.
Esse aumento de domicílios unipessoais é um fenômeno que ocorre em todo o país, mas é mais evidente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde esses lares representam 18,9% do total. A região Norte, por sua vez, é a que apresenta a menor proporção de domicílios unipessoais, com 13,9%.
Redução de famílias nucleares e estendidas
O crescimento dos domicílios unipessoais tem impactado na configuração familiar dos brasileiros. A pesquisa do IBGE aponta para uma redução dos lares ocupados por famílias nucleares, que são aqueles compostos por um casal com ou sem filhos, ou por apenas um dos pais com os filhos. Apesar dessa redução, a família nuclear ainda é o arranjo domiciliar mais comum no Brasil, representando 65,9% do total de domicílios.
Além disso, a pesquisa também identificou uma diminuição dos domicílios estendidos, que são aqueles compostos por uma pessoa responsável e parentes que não se enquadram na definição de família nuclear. Em 2012, os domicílios estendidos representavam 17,9% do total, enquanto em 2023 esse número caiu para 14,8%.
Homens são maioria nos domicílios unipessoais
A pesquisa do IBGE também revelou que a maioria das pessoas que moram sozinhas são homens. Em 2023, eles representavam 54,9% dos domicílios unipessoais, enquanto as mulheres eram 45,1%. Essa proporção varia um pouco entre as regiões do país, com as mulheres representando 48,2% dos domicílios unipessoais no Sul e 35,5% no Norte.
Em relação à idade, a maioria das pessoas que moram sozinhas tem entre 30 e 59 anos (47%), seguida por pessoas com 60 anos ou mais (40,9%) e por jovens entre 15 e 29 anos (12,1%).
Aumento dos aluguéis
A pesquisa do IBGE também apontou para um aumento no número de domicílios alugados no Brasil. Em 2023, 22,4% dos domicílios eram alugados, enquanto em 2016 esse número era de 18,5%. Esse aumento pode indicar uma dificuldade da população em adquirir imóveis próprios, o que pode ser reflexo de uma falta de planejamento público para facilitar a compra de imóveis.
A pesquisa do IBGE revela uma mudança importante na configuração dos domicílios brasileiros, com um aumento significativo no número de pessoas que moram sozinhas. Esse fenômeno tem impactado na redução de famílias nucleares e estendidas, além de ter contribuído para o aumento dos aluguéis. É importante que a sociedade e o governo estejam atentos a essas mudanças e busquem entender suas causas e consequências, para que seja possível criar políticas públicas que atendam às necessidades da população.

Com informações de Agência Brasil
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