(Foto: Cadu Gomes)
O jogo de pressão: Governo Federal usa negociação e soberania como armas contra o tarifaço de Trump
Enquanto vice-presidente revela negociações com secretário de Trump, presidente defende controle nacional sobre minerais críticos e afirma que “as riquezas do país serão usufruídas pelo povo brasileiro”.
Uma estratégia de duas vias contra a pressão americana
O governo brasileiro está respondendo à ameaça de um “tarifaço” dos Estados Unidos em duas frentes distintas e complementares. Enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera um canal de negociação diplomática e reservada com Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adota um discurso público firme, em defesa da soberania nacional sobre as riquezas minerais do país.
A estratégia dupla busca, ao mesmo tempo, encontrar uma solução negociada para a crise comercial e demarcar uma posição de independência do Brasil no cenário global.
A frente diplomática: Alckmin e o diálogo com Washington
O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou ter mantido uma longa conversa telefônica com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, para discutir a ameaça de tarifas. Segundo Alckmin, a orientação do presidente Lula é focar na negociação, sem “contaminação política ou ideológica”, buscando reverter um cenário “perde-perde”.
Alckmin, que coordena um comitê interministerial sobre o tema, tem se reunido com os setores mais afetados pela medida para construir uma proposta unificada. “A conversa foi boa e proveitosa”, afirmou, sem dar mais detalhes.

A defesa da soberania: Lula e os minerais críticos
Em um discurso contundente nesta segunda-feira (28), o presidente Lula rebateu o crescente interesse americano nos “minerais críticos” do Brasil, essenciais para a transição energética. “Se eu nem conheço esse minério, e ele já é crítico, eu vou pegar ele para mim. Por que que eu vou deixar para outro pegar?”, questionou Lula.
Ele afirmou que empresas privadas poderão pesquisar o território nacional, mas “sob o nosso controle”, e que o povo brasileiro deve ser o principal beneficiário das riquezas do país.
O pano de fundo: tarifa, eleições e a defesa de Bolsonaro
A tensão entre os dois países escalou há duas semanas, quando o governo Trump anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil por supostas “práticas desleais”, ameaçando aplicar uma tarifa de 50% a partir de 1º de agosto.
A justificativa americana cita uma série de fatores, desde o desmatamento até a atuação de big techs no Brasil. Em uma carta enviada a Lula, Trump também teria incluído na lista de queixas a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, pedindo sua anistia.
Com informações de Agência de Notícias do Governo Federal
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