(Foto: Ricardo Ribeiro)
Em Ponta Grossa, Ratinho Junior exibe a dupla face de sua política social: subsídio para famílias e amparo para idosos
Com a entrega de um bairro planejado e de um condomínio inédito com piscina térmica, governador usa os Campos Gerais como vitrine para seu modelo de habitação, que mistura fomento ao mercado, inovação social e um forte discurso de desenvolvimento econômico.
Ponta Grossa se tornou, nesta sexta-feira (10), o grande palco para a demonstração da multifacetada política social do Governo do Paraná. Em uma agenda intensa, o governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou as chaves de dois projetos habitacionais distintos, mas que se complementam em sua narrativa política: a conclusão de um bairro planejado para 275 famílias de baixa renda e a inauguração de um inovador condomínio com 40 moradias e piscina térmica, exclusivo para idosos.
A dupla ação na “capital dos Campos Gerais” serviu para consolidar a mensagem de um governo que atua em frentes diversas, do subsídio direto para a compra do primeiro imóvel à criação de soluções de amparo para a população que envelhece.
O “dia D” da habitação: duas entregas, duas políticas
A agenda do governador em Ponta Grossa foi estrategicamente desenhada para simbolizar os dois pilares de sua política habitacional. Pela manhã, a entrega das 275 casas no Residencial Bem Viver Uvaranas representou o sucesso do Casa Fácil Paraná, o programa de subsídios que se tornou a principal ferramenta do estado para fomentar o acesso à casa própria via mercado.
Horas depois, a inauguração do Condomínio do Idoso Parque dos Sabiás personificou a faceta de inovação e assistência social direta do programa Viver Mais, com um modelo de aluguel social que oferece moradia digna e um complexo de convivência para a população idosa em vulnerabilidade.
O modelo Casa Fácil: o subsídio como “empurrão” para o sonho
O grande trunfo político do governo na habitação em massa é o subsídio de R$ 20 mil para o valor de entrada, que viabilizou a casa própria para 269 das 275 famílias contempladas em Uvaranas. A política ataca o que o governo identifica como o principal gargalo para a baixa renda: a falta de poupança para o pagamento inicial.
“Boa parte das famílias com renda de até quatro salários mínimos não consegue ter o valor de entrada guardado. Foi por isso que criamos o Casa Fácil, com o Governo do Estado bancando a entrada”, afirmou Ratinho Junior, reforçando a escala do programa: “O Paraná passou a ser o estado que mais constrói casas no Brasil. São mais de 100 mil moradias”.
Inovação com causa: o cuidado com a população que envelhece
A entrega do Condomínio do Idoso foi o momento de apresentar uma política pública voltada para a mudança demográfica do estado. Com um aluguel social de R$ 227, o espaço oferece não apenas moradia adaptada, mas um complexo com ambulatório, academia, horta elevada e uma piscina térmica.
“O governador entendeu essa mudança [o envelhecimento da população] e começou a planejar políticas para cuidar de quem construiu o Paraná”, disse o secretário das Cidades, Guto Silva. O projeto é apresentado como um modelo de envelhecimento ativo, com foco na saúde preventiva e na socialização, e não apenas na moradia.
Habitação como motor econômico e de investimentos
Durante os eventos, Ratinho Junior fez questão de conectar os investimentos sociais com o desenvolvimento econômico de Ponta Grossa. Ele destacou que as 8 mil unidades habitacionais viabilizadas na cidade nos últimos anos geraram 24 mil empregos diretos.
O governador também vinculou a melhoria da infraestrutura urbana à atração de grandes investimentos privados para o município, citando o recente anúncio de R$ 3 bilhões da gigante de pneus XBRI/Linglong. A mensagem política é que o investimento social cria um ambiente de estabilidade e crescimento que atrai o capital industrial.
O rosto humano da política pública
Para dar um rosto às estatísticas e aos investimentos, as histórias dos novos moradores foram o ponto alto dos discursos. A família que teve a casa adaptada para a filha cadeirante de 5 anos, Chloe; o jovem casal Heber e Rebeca, que recomeça a vida após um assalto; e os idosos Geraldo e Roseli, que trocam o aluguel por um lar com piscina e amigos.
“Aqui ninguém vai se sentir sozinho”, comemorou Clarinda Florão, de 70 anos. Essas narrativas humanizam a ação do governo e servem para materializar o impacto das políticas na vida do cidadão comum.
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A parceria como modelo de gestão
Outro ponto fortemente explorado no discurso oficial foi o modelo de parceria “multi-nível”. Os projetos em Ponta Grossa são fruto da união de esforços entre o Governo do Estado (com subsídios da Cohapar e articulação da Secid), a Caixa Econômica Federal (com o financiamento do Minha Casa, Minha Vida), a iniciativa privada (com a execução da Pacaembu Construtora) e a Prefeitura de Ponta Grossa (com a contrapartida em infraestrutura). A mensagem transmitida é a de um governo que atua como um grande articulador, capaz de unir diferentes esferas para viabilizar projetos complexos.
Um legado em construção: de Ponta Grossa para o Paraná
Ao final do dia, a mensagem política consolidada foi a de um governo que planeja e executa em larga escala. A entrega do condomínio em Ponta Grossa foi usada como exemplo de um modelo que já entregou 7 unidades para idosos no estado e tem outras 12 em construção, projetando a ação local como parte de um legado que se espalha por todo o Paraná.
“Este é o sétimo condomínio que estamos entregando, um dos mais modernos”, lembrou Jorge Lange, presidente da Cohapar, reforçando a capilaridade do programa.
A conexão com outras obras e o discurso de integração
A entrega das casas não foi apresentada como um fato isolado. Deputados estaduais e secretários presentes, como Sandro Alex (Infraestrutura), fizeram questão de conectar a ação a outros investimentos na cidade, como os R$ 100 milhões para pavimentação urbana e a duplicação da rodovia Ponta Grossa-Palmeira.
A estratégia discursiva visa criar a imagem de um governo que atua de forma integrada, com um plano de desenvolvimento que abrange da moradia à logística, reforçando a narrativa de um “planejamento estratégico para acompanhar o crescimento da cidade”.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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