(Foto: JP Pacheco)
Athletico e Coritiba iniciam 2026 com estratégias opostas para conquistar o Estadual
Enquanto Odair Hellmann aposta na base mantida e reforços pontuais como Alejandro García, o Coxa de Fernando Seabra traz pacote de “caras novas” liderado por Breno Lopes para quebrar o jejum.
A contagem regressiva para o Campeonato Paranaense 2026 está quase no zero. Quando a bola rolar nesta terça-feira (6), não estará em jogo apenas o troféu da 112ª edição do torneio, mas o choque entre dois projetos em momentos distintos.
De um lado, o Athletico, com a manutenção do trabalho de Odair Hellmann, busca ampliar sua dinastia. Do outro, o Coritiba, sob o comando do recém-chegado Fernando Seabra, aposta em uma reformulação agressiva para devolver o orgulho ao Alto da Glória. A rivalidade mais tradicional do estado começa o ano com estratégias antagônicas no mercado da bola.
Athletico: A força da continuidade e o retorno de velhos conhecidos
Para o Furacão, a palavra de ordem em 2026 é manutenção. O técnico Odair Hellmann, que assumiu o comando em meados de 2025, inicia sua primeira temporada completa com o respaldo da diretoria e um elenco que já conhece seu método de trabalho. A estratégia é clara: não mexer no que está funcionando e trazer peças pontuais para elevar o nível.
A grande novidade no CT do Caju é o meia colombiano Alejandro García, de 24 anos, contratado junto ao Once Caldas para ser o motor criativo ao lado de Bruno Zapelli, que segue como referência técnica do time.
Além das contratações, o Athletico ganha “reforços caseiros” de peso. O atacante Mastriani, que retorna de empréstimo, deve brigar pela titularidade no comando de ataque, oferecendo a Hellmann uma opção de área que faltou em momentos decisivos do ano passado. Na defesa, a segurança continua com o goleiro Mycael, agora consolidado como titular absoluto e um dos líderes do vestiário.
Coritiba: Revolução no elenco e aposta em Breno Lopes
Se no lado vermelho a aposta é na estabilidade, no lado verde e branco a ordem é inconformismo. O Coritiba inicia 2026 com uma “faxina” no elenco (11 jogadores não tiveram contratos renovados) e a chegada do técnico Fernando Seabra, ex-Cruzeiro e Bragantino, conhecido por trabalhar bem com jovens e montar times intensos.
A diretoria foi agressiva no mercado para entregar um time competitivo já na estreia. O principal nome do pacote de reforços é o atacante Breno Lopes. O herói de Libertadores chega com status de titular incontestável para resolver o problema ofensivo do time.
Outro destaque é a aquisição definitiva do volante Wallisson, que agradou em 2025 e agora será pilar do meio-campo. Para o setor criativo e de ataque, o clube também aposta no argentino Matias Pereló, vindo do Argentinos Juniors, e na segurança do goleiro Pedro Morisco, que renovou e é a maior esperança da torcida na meta alviverde.
O duelo tático: Hellmann x Seabra
O Paranaense servirá como palco para um duelo de estilos.
- O Athletico de Hellmann: Deve manter um estilo de jogo propositivo, mas pragmático, explorando a força física de seus laterais e a criatividade de Zapelli e García para municiar o ataque. A base entrosada permite variações táticas sem perder a organização.
- O Coritiba de Seabra: A promessa é de um time mais vertical e agressivo na marcação. Com peças rápidas como Clayson e Breno Lopes pelas pontas, a tendência é que o Coxa explore a velocidade e a transição rápida, tentando surpreender os adversários com intensidade física desde o primeiro minuto.
O peso da estreia imediata
Com o campeonato começando já nesta terça-feira (6), o tempo de preparação foi mínimo. Nesse cenário, o Athletico leva vantagem teórica pelo entrosamento. O desafio de Fernando Seabra será fazer as novas peças — como Breno Lopes e Pereló — funcionarem coletivamente sem tempo hábil para treinamentos complexos.
Para o torcedor coxa-branca, a paciência será testada, mas a expectativa é alta. Para o athleticano, a cobrança é para que a “máquina” continue azeitada e hegemônica no estado.

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