(Foto: CBM-PR)
Fim da angústia: Jovem desaparecido no Pico Paraná é encontrado com vida após 5 dias na mata
Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, caminhou mais de 20 km até uma fazenda em Antonina; operação de busca foi uma das maiores já realizadas na Serra do Mar, mobilizando centenas de voluntários.
O ano de 2026 começa com um “milagre” na Serra do Mar e um alívio imenso para a família de Roberto Farias Thomaz. O jovem de 20 anos, que estava desaparecido desde a véspera de Ano Novo na região do Pico Paraná — a montanha mais alta do Sul do Brasil —, foi encontrado com vida na manhã desta segunda-feira (5).
O desfecho feliz encerra uma operação dramática e complexa que durou cinco dias e mobilizou a elite do Corpo de Bombeiros e centenas de montanhistas voluntários.
A jornada de sobrevivência: 20 km de caminhada
Diferente do que se imaginava — um resgate no cume ou nas trilhas principais —, a salvação veio pela resistência do próprio jovem. Segundo o tenente-coronel Ícaro Gabriel, comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), Roberto conseguiu caminhar sozinho pela mata fechada, descendo a serra em direção ao litoral.
Ele percorreu cerca de 20 quilômetros em terreno íngreme e de difícil acesso até chegar a uma fazenda na localidade do Cacatu, em Antonina. “Felizmente, ele conseguiu superar as adversidades, descer as encostas e chegar até a localidade”, afirmou o comandante.
O resgate e estado de saúde
Assim que chegou à área habitada, moradores acionaram o socorro. Equipes do Corpo de Bombeiros de Antonina foram deslocadas imediatamente para o atendimento.
Apesar do desgaste extremo, da fome e da exposição ao tempo por cinco dias, a avaliação inicial indicou que Roberto foi encontrado consciente e em condições estáveis. Ele foi encaminhado ao hospital do município litorâneo para exames médicos detalhados e hidratação.
Uma operação de guerra na montanha
O desaparecimento ocorreu na tarde do dia 31 de dezembro, mas a notificação oficial startou uma das maiores operações de busca recentes no Paraná. A complexidade se deu pela extensão da área e pela mata densa da região do Pico Paraná (Campina Grande do Sul).
A força-tarefa impressionou pelos números e pela solidariedade:
- Bombeiros: Mais de 100 militares, incluindo o GOST (elite de busca e salvamento).
- Apoio Aéreo: Helicópteros do Batalhão de Operações Aéreas (BPMOA) realizaram varreduras constantes.
- Voluntários: Cerca de 300 voluntários por dia, entre montanhistas experientes e civis, ajudaram nas buscas.
- IAT: O Instituto Água e Terra forneceu suporte logístico e conhecimento da área.
Alívio coletivo
“Foi um trabalho conjunto, com apoio de diversas instituições e voluntários, fundamental para o desfecho positivo da ocorrência”, finalizou o tenente-coronel Gabriel.
O caso de Roberto serve como um lembrete da imponência e dos perigos da Serra do Mar paranaense, mas hoje, o sentimento que prevalece é o de gratidão pelo esforço coletivo que garantiu que essa história tivesse um final feliz.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Segurança Pública do Paraná
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