Vigilância high-tech: Polícia usa drone para achar drogas e câmeras para caçar golpistas até Curitiba

Vigilância high-tech: Polícia usa drone para achar drogas e câmeras para caçar golpistas até Curitiba

(Foto: PCPR)

Vigilância high-tech: Polícia usa drone para achar drogas e câmeras para caçar golpistas até Curitiba


Do ar e pelas câmeras inteligentes, forças de segurança fecham o cerco contra o tráfico em Guaratuba e rastreiam estelionatários de Matinhos até Curitiba.

A Operação Verão Maior Paraná 2026 marca um novo capítulo na segurança pública do estado, onde a presença física dos policiais é amplificada por uma “vigilância digital” de alta precisão. Nesta semana, duas ocorrências distintas — uma em Guaratuba e outra em Matinhos — comprovaram a eficácia da tecnologia na resolução rápida de crimes.

Seja pelo ar, com drones silenciosos, ou pelas rodovias, monitoradas por câmeras inteligentes, a mensagem das forças de segurança é clara: o monitoramento agora é total.

O olhar que vem do céu: Drone flagra tráfico

Na noite desta terça-feira (7), em Guaratuba, a tecnologia foi decisiva para desmantelar um ponto de tráfico de drogas no bairro Portela. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) utilizou uma estratégia mista: enquanto uma viatura descaracterizada monitorava a movimentação no solo, um drone observava tudo de cima.

O equipamento aéreo foi fundamental para mapear a dinâmica do crime sem alertar o suspeito. O operador do drone conseguiu identificar exatamente onde o traficante escondia os entorpecentes e como ele os entregava a pedestres e ciclistas.

Com a prova visual e a localização precisa, os policiais realizaram a abordagem em flagrante. O resultado foi a prisão do homem e a apreensão de:

  • 43,4 gramas de crack;
  • 5,7 gramas de cocaína;
  • R$ 857,70 em dinheiro trocado.

O rastro digital: ‘Olho Vivo’ soluciona crime em horas

Enquanto o drone operava em Guaratuba, o sistema Olho Vivo Paraná passava por seu primeiro grande teste real na região, solucionando um caso complexo de estelionato que começou em Matinhos e terminou em Curitiba no mesmo dia.

O crime ocorreu perto do ferry boat, onde um casal aplicou um golpe em uma mulher, roubando seu cartão e senha. A partir da placa do veículo identificada em um posto de gasolina, a tecnologia entrou em ação.

Como a tecnologia funcionou: O sistema de câmeras inteligentes permitiu que a Polícia Militar e a Civil refizessem o trajeto dos criminosos e, mais importante, projetassem seu deslocamento futuro. O software de monitoramento acompanhou o carro dos suspeitos subindo a Serra do Mar em direção à Capital.

Graças ao cruzamento de dados em tempo real, o suspeito foi localizado e interceptado em Curitiba, sendo levado de volta ao Litoral para o flagrante. Com ele, a polícia encontrou diversos cartões de outras possíveis vítimas.

Inteligência Integrada

As duas ocorrências mostram que a tecnologia serve não apenas para repressão, mas para inteligência investigativa.

Além de solucionar furtos e tráfico, o sistema “Olho Vivo” já está sendo usado para:

  • Cumprimento de mandados de prisão em aberto;
  • Intervenção rápida em casos de violência doméstica;
  • Descarte de suspeitos inocentes, otimizando o tempo dos policiais.

Com as cidades litorâneas lotadas, a capacidade de “estar em todos os lugares” através das lentes e sensores tornou-se a maior arma da polícia neste verão.

Vigilância high-tech: Polícia usa drone para achar drogas e câmeras para caçar golpistas até Curitiba
(Foto: SECID)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Segurança Pública do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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