O Brasil destinou cerca de R$ 2,2 bilhões em 2025 para a quitação de suas contribuições obrigatórias a uma vasta gama de organismos internacionais. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, em Brasília.
Além de cobrir as contribuições regulares, os recursos foram aplicados na integralização e recomposição de cotas em bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais, assegurando a adimplência do país em fóruns globais, regionais e setoriais considerados estratégicos.
Adimplência e o Destaque na ONU
Um dos pontos altos da regularização foi a quitação integral dos compromissos com a Organização das Nações Unidas (ONU). Isso inclui o orçamento regular, as missões de paz e os mecanismos judiciais vinculados à organização. Com essa medida, o Brasil passa a integrar um grupo seleto de nações que estão totalmente adimplentes com a ONU.
Contribuições para agências especializadas em áreas cruciais como saúde (OMS), educação (UNESCO), trabalho (OIT) e migração (OIM) também foram honradas, reforçando o engajamento brasileiro em pautas globais essenciais.
Estratégia Financeira e Previsibilidade Orçamentária
A estratégia adotada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento envolveu pagamentos escalonados ao longo do ano, combinados com um monitoramento atento da taxa de câmbio. Essa abordagem permitiu uma significativa redução de custos para o Tesouro Nacional, ao mesmo tempo em que garantiu a previsibilidade orçamentária. A regularização dessas obrigações financeiras reafirma o compromisso do Brasil com o multilateralismo, a integração regional e a responsabilidade fiscal, pilares fundamentais de sua política externa.
A Importância da Adimplência Internacional
A adimplência do Brasil junto a esses organismos é um fator crucial para a manutenção e ampliação de sua influência no cenário internacional. Estar em dia com as contribuições garante a participação plena do país nas decisões internacionais, preserva seus direitos de voto e sua capacidade de influenciar pautas em organismos multilaterais.
Além disso, a regularidade nos pagamentos permite o acesso a empréstimos, doações e cooperações técnicas, e reforça a imagem do Brasil como um ator comprometido com a cooperação internacional e o desenvolvimento sustentável.
Ampla Abrangência de Organismos e Fundos
A lista de entidades beneficiadas pelos pagamentos é extensa e diversificada, abrangendo desde o Sistema das Nações Unidas, com órgãos como FAO e UNESCO, até organizações focadas em meio ambiente e clima, como a UNFCCC e os Protocolos de Quioto e Montreal.
Inclui também entidades de integração regional e cooperação hemisférica, como o Mercosul (Secretaria, Parlasul, IPPDH) e a Organização dos Estados Americanos (OEA), além de outros organismos internacionais como a OMC, CPLP e AIEA. Bancos de desenvolvimento e fundos multilaterais, como o FONPLATA, FIDA, CFI e CAF, também tiveram suas cotas integralizadas, demonstrando a amplitude do compromisso financeiro do Brasil com a governança global.
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