(Foto: José Cruz)
De volta ao Paraná: Gleisi Hoffmann confirma pré-candidatura ao Senado e deve deixar ministério até abril
Ministra da articulação política de Lula costura aliança com Requião Filho (PDT) para o Governo do Estado; objetivo é formar frente ampla contra Sergio Moro e o sucessor de Ratinho Jr.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), oficializou nesta quarta-feira (21) sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições de outubro. O anúncio, feito após reuniões com o presidente Lula e a cúpula petista, redesenha o tabuleiro político do estado e impõe um prazo ao Planalto: Gleisi precisará deixar a Esplanada dos Ministérios até o início de abril para cumprir a lei de desincompatibilização.
Gleisi, que assumiu a articulação política do governo em março de 2025 após deixar a presidência nacional do PT, tenta retornar à Casa Alta, onde atuou entre 2011 e 2019.
A Estratégia da “Frente Ampla”
O movimento de Gleisi não é isolado. Nos bastidores, a candidatura ao Senado é a peça-chave de uma aliança estratégica entre o PT e o PDT no estado. O plano é lançar uma chapa competitiva encabeçada pelo deputado estadual Requião Filho (PDT) para o Governo do Paraná.
A avaliação interna é pragmática: unificar a esquerda e o centro-esquerda é a única forma de enfrentar o senador Sergio Moro (União), que lidera as pesquisas para o Palácio Iguaçu, e a máquina do atual governador Ratinho Júnior (PSD), que prepara seu sucessor.
“Conversei com o presidente Lula e definimos que o Paraná precisa de uma voz firme em defesa do nosso projeto. Sou pré-candidata ao Senado para fortalecer essa construção”, declarou a ministra nas redes sociais.
Aliados acreditam que a presença de Gleisi na chapa majoritária “nacionaliza” a disputa estadual, forçando Ratinho Júnior — possível nome ao Planalto ou fiador da sucessão estadual — a gastar capital político no próprio quintal, em vez de viajar o país.
Dança das Cadeiras
Para entrar na disputa, Gleisi tem pouco mais de dois meses no cargo. A legislação eleitoral exige que ministros de Estado deixem suas funções seis meses antes do pleito. Sua saída abrirá uma vaga estratégica na articulação do governo Lula com o Congresso Nacional em um ano decisivo.
Trajetória
Curitibana, Gleisi Hoffmann iniciou a carreira em cargos técnicos no estado. Ganhou projeção nacional como ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff (2011-2014). Foi senadora e, posteriormente, deputada federal por dois mandatos. Entre 2017 e 2025, presidiu o PT nacional, sendo figura central na reabilitação política de Lula e na vitória de 2022.

Com informações de Agência Brasil
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