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Xi Jinping garante a Lula apoio da China em tempos “turbulentos” e defende papel da ONU

Em uma conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder chinês Xi Jinping assegurou o apoio da China à “maior economia da América Latina” e ao Sul Global, em um momento de crescentes tensões internacionais. Xi Jinping também enfatizou a importância de manter o papel das Nações Unidas diante de um cenário global considerado “turbulento”.

China e Brasil defendem o Sul Global e a ONU

A comunicação entre os dois chefes de Estado, divulgada pela agência estatal chinesa Xinhua, ocorreu após críticas contundentes de Lula ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, expressas em um artigo publicado no jornal The New York Times. Segundo a Xinhua, Xi Jinping declarou que China e Brasil devem “salvaguardar os interesses comuns do Sul Global” e “manter conjuntamente o papel das Nações Unidas na atual situação internacional turbulenta”.

Contexto de tensões internacionais

As declarações surgem em um período de crescente instabilidade, marcado por ações como a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, sob acusações de narcotráfico. Essa medida gerou incerteza política na Venezuela e preocupações em outros países latino-americanos sobre o risco de intervenções externas na região. O próprio secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou a ação americana, alertando para uma ameaça aos princípios fundamentais da organização.

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Críticas de Lula à intervenção estrangeira

No artigo publicado no The New York Times, Lula defendeu que o futuro da Venezuela, assim como de qualquer outra nação, deve ser decidido por seu próprio povo. Ele ressaltou que a América do Sul está enfrentando um “ataque militar direto dos Estados Unidos”, algo inédito em sua história independente, e alertou para a inviabilidade de um mundo baseado na “hostilidade permanente”, onde potências se sustentam “simplesmente do medo e da coerção”.

Parceria estratégica e investimentos

A postura dos EUA na Venezuela e outras ações, como a ameaça de Donald Trump de usar a força para adquirir a Groenlândia, desafiam a influência da China na América Latina e no Caribe. Nesse contexto, Xi Jinping reafirmou a disposição chinesa em ser “uma boa amiga e parceira dos países da América Latina e do Caribe”.

O líder chinês citou a parceria estratégica firmada em 2024, que alinha a iniciativa chinesa do Cinturão e Rota (BRI) com os planos brasileiros em agricultura, infraestrutura e transição energética, como um exemplo da “solidariedade e cooperação entre os países do Sul Global”.

Cooperação em infraestrutura e transição energética

Xi Jinping destacou que a China está preparada para continuar oferecendo novas linhas de crédito e ampliando investimentos em infraestrutura na região, reforçando o compromisso de Pequim com o desenvolvimento e a parceria estratégica com o Brasil e demais nações latino-americanas. A colaboração em áreas como a transição energética e a agricultura exemplifica a sinergia buscada entre os países emergentes.

Com informações da Reuters e da Xinhua.

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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