(Foto: Jaelson Lucas)
Mais leite, mais renda: programa de manejo de solo e pastagens turbina a pecuária leiteira no Paraná
Parceria entre IDR e Itaipu atende mais de mil produtores por ano em 228 municípios; com técnicas de recuperação de pasto, estado registrou crescimento de 10% na produção de leite em 2025.
A pecuária leiteira do Paraná vive um momento de alta produtividade, impulsionada pela tecnologia no campo. Em 2025, o estado registrou um crescimento de 10% na produção de leite, alcançando a marca de 1 bilhão de litros apenas no primeiro trimestre e consolidando-se como o segundo maior produtor do país.
Por trás desses números, está um trabalho minucioso de “dentro da porteira”. O programa Ação Integrada do Solo e Água (Aisa), uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Itaipu Binacional, tem transformado a realidade de pequenos produtores ao focar no básico bem feito: recuperação de pastagens, correção do solo e nutrição animal balanceada.
Atualmente, a iniciativa abrange 228 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul (na área de influência da represa), atendendo mais de mil produtores por ano.
O segredo está no pasto
O programa ataca o principal gargalo da pequena propriedade: a pastagem degradada. Técnicos do IDR orientam os produtores sobre o manejo da fertilidade do solo, conservação de forragem e melhoria genética.
“Aqui no Paraná temos o melhor solo, a melhor água e a melhor pastagem, consequentemente, temos a melhor proteína animal. Com as ações que temos feito, isso tudo é potencializado e gera mais renda”, destaca o secretário estadual da Agricultura, Márcio Nunes.
Casos de Sucesso: Renda Dobrada
A teoria aplicada na prática mudou a vida da família de Benedito e Ricardo da Silva, no Sítio São Sebastião, em Goioerê. Pai e filho tocam sozinhos a propriedade com 16 vacas em lactação. Antes da assistência técnica, a média era de 125 litros/dia.
Após a intervenção do IDR, com controle de despesas e novo manejo nutricional, a produção saltou para 300 litros por dia. O impacto no bolso foi imediato: a receita mensal subiu de R$ 10,9 mil para R$ 22.140,00.
“A produção de leite não é fácil, tem imprevistos de clima e nutrição. O técnico trouxe planilhas e orientou a gente. No começo estávamos perdidos, mas seguimos a orientação e deu certo”, conta Ricardo.
Outro exemplo vem de Pato Bragado, no Oeste. O produtor Sérgio Marshnier, que trabalha com a esposa, filho e nora, viu sua produção crescer 72% após ingressar no programa em 2021.
As mudanças incluíram:
- Criação adequada de bezerras;
- Balanceamento da dieta;
- Uso de dejetos para adubação (economia circular);
- Plantio de cobertura para reter água no solo.
O resultado? A produção diária foi de 440 para 763 litros.
Ciência e Investimento
O programa Aisa não atua apenas na extensão rural, mas também na pesquisa. Há cinco anos, ele investiga a relação entre o uso da terra e a produção hídrica, criando um banco de dados sobre solo e clima.
Além do IDR e da Itaipu, o projeto conta com apoio da Embrapa e da Esalq/USP. Nos últimos quatro anos, foram investidos R$ 25,94 milhões em 17 projetos de sustentabilidade.
Segundo Simony Lugão, coordenadora de Pesquisa do IDR-Paraná, o segredo é a simplicidade eficiente: “São orientações que parecem simples, mas que fazem toda a diferença no dia a dia do produtor e nos resultados finais”.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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