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A agenda do Estado: Governo projeta orçamento recorde, entrega da Ponte de Guaratuba e nova legislação ambiental para 2026

A agenda do Estado: Governo projeta orçamento recorde, entrega da Ponte de Guaratuba e nova legislação ambiental para 2026

(Foto: José Fernando Ogura)

A agenda do Estado: Governo projeta orçamento recorde, entrega da Ponte de Guaratuba e nova legislação ambiental para 2026


Executivo entregou à Assembleia Legislativa o plano de metas para o ano. Com a ‘casa em ordem’ e rating A+ no Tesouro Nacional, Estado prevê investir mais de R$ 7 bilhões, reduzir taxas do Detran e consolidar o Paraná como a 4ª economia do país.

O Governo do Paraná oficializou nesta semana o mapa da gestão para 2026. Em um movimento coordenado que envolveu a entrega do relatório de gestão à Assembleia Legislativa (Alep) e uma apresentação a investidores em São Paulo, o Executivo estadual traçou um cenário de otimismo fiscal e aceleração de obras.

Com uma receita líquida projetada de R$ 81,6 bilhões — a maior da história — a administração Ratinho Junior aposta na continuidade do ciclo de industrialização e na entrega de obras emblemáticas para marcar o ano. O documento de mais de 700 páginas entregue aos deputados não apenas presta contas de 2025, mas desenha o futuro imediato do estado.

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Abaixo, detalhamos em 11 pontos-chave o que esperar da política e da gestão paranaense em 2026.

1. Orçamento Histórico e Solidez Fiscal

O combustível para as ações de 2026 vem de um cofre cheio e organizado. A Receita Líquida projetada é de R$ 81,6 bilhões, um crescimento de 4% em relação ao ano anterior. O governo enfatiza que o Paraná atingiu o menor nível de endividamento líquido dos últimos seis anos (-10,75%) e mantém a nota máxima (Capag A+) no Tesouro Nacional, o que garante crédito para grandes projetos.

2. Recorde de Investimentos Públicos

Se 2025 fechou com R$ 7,18 bilhões empenhados, a meta para 2026 é superar essa marca. A Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) projeta investimentos diretos na casa dos R$ 7,1 bilhões, valor 11% superior ao previsto na lei orçamentária do ano anterior. O foco é transformar esses recursos em infraestrutura visível e equipamentos públicos.

3. A Entrega da Ponte de Guaratuba

É a obra mais aguardada do litoral paranaense e tem data para sair do papel. Segundo o relatório governamental, a Ponte de Guaratuba segue em ritmo acelerado e a previsão de entrega é para abril de 2026. A conclusão da estrutura promete resolver um gargalo histórico de mobilidade e impulsionar o turismo na região.

4. Pacote de Infraestrutura Rodoviária

Além da ponte, o ano será marcado por intervenções pesadas nas rodovias. O plano inclui a continuidade das duplicações e restaurações, com destaque para a PR-180 e PR-281 (Sudoeste) e a duplicação em concreto da PRC-466 (entre Guarapuava e Pitanga). Somado a isso, o estado gerencia o maior pacote de concessões da América Latina, que prevê R$ 60 bilhões em obras ao longo dos contratos.

5. Logística: O “Moegão” e o Porto

Para março de 2026, está prevista a inauguração do Moegão Ferroviário no Porto de Paranaguá. A estrutura centraliza a descarga de trens, agilizando o escoamento da safra e reduzindo o tempo de espera dos navios. A logística se completa com a concessão do Canal da Galheta, garantindo dragagem permanente e eficiência portuária.

6. Redução de Taxas para o Motorista

Na pauta legislativa, uma medida de impacto direto no bolso do cidadão: o governo encaminhou um projeto para reduzir em 55% as taxas de exames médicos e psicológicos do Detran-PR. O valor, que hoje é de R$ 405, deve cair para R$ 180. A medida integra um pacote de desoneração que já inclui a redução da alíquota do IPVA para 1,9%.

7. Nova Lei Florestal e Segurança Jurídica

O governo propôs à Alep uma atualização completa da legislação ambiental, que datava de 1995. O novo texto busca alinhar o Paraná ao Código Florestal Federal. Entre as novidades, estão o incentivo ao plantio de espécies nativas com valor econômico (como a Araucária e a Erva-mate) e a criação do Programa de Regularização Ambiental (PRA), modernizando a gestão sem abrir mão da preservação.

8. Agroindustrialização: O “Supermercado do Mundo”

A estratégia econômica para 2026 segue focada em transformar o Paraná no “supermercado do mundo”. A ordem não é apenas produzir grãos, mas processá-los aqui. O governo aposta na parceria com as cooperativas para transformar proteína vegetal em proteína animal e produtos industrializados, agregando valor e gerando empregos no interior.

9. Pleno Emprego e Renda

Com a taxa de desocupação em apenas 3,5% (a menor da história) e liderança na contratação de jovens e mulheres no Sul, o desafio para 2026 é a qualificação. Com a “falta de mão de obra” em alguns setores, o estado foca em manter a massa salarial em alta — que já cresceu 13,2% no último ano.

10. Desburocratização e “Descomplica”

Para atrair o capital privado, programas como o Descomplica Energia e Descomplica Rural continuam centrais. A meta é manter os prazos de licenciamento ambiental ágeis (respeitando critérios técnicos) para usinas de energia renovável e aviários, garantindo que o investidor não perca tempo na fila da burocracia.

11. Expansão do Poupatempo e Serviços Digitais

Na ponta do atendimento ao cidadão, a meta é concluir a instalação das unidades do Poupatempo Paraná. Cerca de 15 unidades já operam ou estão em testes, e as 5 demais devem ser entregues ainda no primeiro semestre, descentralizando serviços e reduzindo filas em diversas cidades do estado.

Harmonia entre Poderes: A meta de R$ 700 milhões em economia

A governabilidade para 2026 está alicerçada em uma relação afinada entre o Palácio Iguaçu e a Assembleia Legislativa (Alep). Durante a abertura dos trabalhos, o presidente da Casa, deputado Alexandre Curi, destacou que o Legislativo não será apenas um carimbador de projetos, mas um parceiro fiscal.

Se em 2025 a Alep devolveu R$ 620 milhões aos cofres do Estado, a meta para este ano é ainda mais ambiciosa: devolver R$ 700 milhões economizados do orçamento legislativo para serem reinvestidos em obras e serviços pelo Executivo. Curi reforçou ainda o índice de 100% de transparência da Casa, um marco inédito no país, prometendo celeridade na pauta que inclui o novo Código Florestal e as taxas do Detran.

O Salto do PIB: Dobrando a economia em oito anos

Nos bastidores do evento BofA Insights, em São Paulo, o governador apresentou um dado que resume a estratégia econômica da gestão: o Paraná deve fechar 2026 com um PIB próximo de R$ 800 bilhões. A cifra representa, na prática, o dobro do tamanho da economia paranaense registrada em 2018 (R$ 440 bilhões).

Esse crescimento de 3,1% previsto para este ano é sustentado pela diversificação. O estado deixou de ser apenas um exportador de grãos para se consolidar como um polo industrial de alimentos processados, aproveitando sua posição geográfica estratégica que concentra 70% do PIB da América do Sul ao seu redor.

O Campo em Números: Safra recorde e força animal

O relatório entregue aos deputados detalha o motor desse crescimento. Mesmo com desafios climáticos e barreiras tarifárias internacionais, o agronegócio paranaense mostrou resiliência em 2025 e projeta expansão para 2026. Os dados consolidados impressionam:

  • Soja: Crescimento de 14,6% na produção.
  • Cereais gerais: Alta de 23,5%.
  • Pecuária: Aumento de 10,5% na produção de bovinos e 9,3% em suínos. Essa “fábrica de alimentos” é o que sustenta a visão do Paraná como o “supermercado do mundo”, defendida por Ratinho Junior a investidores, focada agora em agregar valor industrial a essa matéria-prima.

Revolução nos Municípios: O avanço do “Asfalto Novo, Vida Nova”

Para além das grandes rodovias, o plano de 2026 mantém o foco na infraestrutura urbana dos pequenos e médios municípios. O programa Asfalto Novo, Vida Nova encerrou o ano passado com R$ 1 bilhão já aplicados.

São 418 quilômetros de ruas que deixaram de ser de terra em 386 municípios. A meta para este ano é expandir o programa, levando pavimentação, calçadas com acessibilidade e iluminação LED para os rincões do estado, impactando diretamente a qualidade de vida e a valorização imobiliária nas cidades menores.

Compensação Financeira para quem preserva

Dentro da proposta da nova Lei Florestal enviada à Alep, um ponto merece destaque: o mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). O governo quer que a preservação deixe de ser um “ônus” para o proprietário rural e passe a ser uma fonte de receita.

A nova legislação prevê benefícios financeiros para cidadãos que mantiverem vegetação nativa além do exigido por lei. O texto também cria o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e incentiva o plantio de espécies nativas de alto valor econômico, como a bracatinga, o palmito e a erva-mate, conciliando a exploração sustentável com a manutenção da floresta em pé.

Eficiência da Máquina: O “Custo Paraná” em queda

Por fim, o plano para 2026 reforça a política de austeridade administrativa que permitiu ao estado alcançar a nota A+ (Capag). O decreto assinado em 2025, que cortou mais de R$ 2 bilhões em despesas da máquina pública, segue como diretriz.

Ao reduzir gastos com custeio da estrutura governamental, o estado abriu margem para que 14% de todo o orçamento de 2026 (cerca de R$ 7,2 bilhões) seja “dinheiro livre” para investimentos. É essa equação — máquina enxuta e arrecadação em alta sem aumento de impostos — que o governo promete manter para encerrar o ciclo de gestão com as contas no azul e canteiros de obras ativos em todas as regiões.

A agenda do Estado: Governo projeta orçamento recorde, entrega da Ponte de Guaratuba e nova legislação ambiental para 2026
(Foto: Gustavo Pontes)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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