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Ação Mulher Segura vai distribuir artesanato feitos por custodiados nos parques

Mais de mil peças produzidas em unidades penais do Paraná serão distribuídas em mobilização do programa Mulher Segura, com ações simultâneas em sete cidades

No domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) promove a ação “Mulher Segura nos Parques”, com distribuição de peças artesanais confeccionadas por pessoas privadas de liberdade (PPL) em unidades penais do estado. A iniciativa integra o “Mês Mulher Segura 2026” e ocorre simultaneamente em parques de Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá, Londrina, Cascavel e Pato Branco, das 8h às 12h.

O que será distribuído

Serão entregues mais de mil itens produzidos em oficinas de artesanato dentro das unidades prisionais. Entre os produtos estão personagens feitos com a técnica do amigurumi (peças tridimensionais em crochê ou tricô recheadas com fibras), bonecas de tecido, tapetes, naninhas e chaveiros. As peças são resultado de projetos de laborterapia que estimulam qualificação profissional, disciplina e criatividade entre os custodiados.

Onde e como será a ação

Em Curitiba, as atividades acontecem nos parques Barigui e Bacacheri, com participação de servidores da Polícia Penal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Corpo de Bombeiros. As mobilizações reúnem equipes das forças de segurança do Estado para orientar, informar e fortalecer as redes de apoio às mulheres, com foco na prevenção da violência doméstica e no esclarecimento sobre direitos.

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Objetivos do Programa Mulher Segura

O Programa Mulher Segura reúne ações de prevenção e enfrentamento a crimes como feminicídio, estupro e violência doméstica. A iniciativa inclui palestras educativas, capacitação de agentes públicos e implantação de salas de atendimento especializado nas delegacias, além de outras medidas voltadas à proteção e ao acolhimento das vítimas. A ação nos parques faz parte do calendário de atividades de março, dedicado à orientação e ao acolhimento das mulheres paranaenses.

Laborterapia e remição de pena

Os trabalhos manuais desenvolvidos nas unidades penais cumprem função pedagógica e social: além de ocupar o tempo com atividade produtiva, capacitarem os participantes para oportunidades de renda após o cumprimento da pena. A Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal destaca que a remição de pena prevista na legislação incentiva o engajamento — para cada três dias trabalhados, um dia é reduzido do tempo de pena total —, aproximando a atividade de um instrumento de reinserção social.

Parcerias e apoio das famílias

Segundo Boanerges Silvestre Boeno, chefe da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná, a continuidade das oficinas depende de parcerias e do apoio de familiares, que frequentemente fornecem parte das matérias‑primas. “Mais do que produzir peças artesanais, essas iniciativas constroem oportunidades, promovem dignidade e contribuem para um processo real de transformação social”, afirma Boeno, ressaltando o papel das oficinas na qualificação profissional e no fortalecimento da disciplina entre os custodiados.

A mobilização nos parques também pretende ampliar o diálogo entre a população e as forças de segurança, levando informações sobre prevenção à violência e serviços de acolhimento. A programação prevê atividades específicas organizadas por cada força do Estado, consolidando uma atuação integrada em defesa da vida e da dignidade das mulheres.


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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