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Alemanha, Holanda e Polônia compram mais e puxam alta das exportações paranaenses em 2026

Alemanha, Holanda e Polônia compram mais e puxam alta das exportações paranaenses em 2026

(Foto: Claudio Neves)

Alemanha, Holanda e Polônia compram mais e puxam alta das exportações paranaenses em 2026


Antes mesmo do acordo Mercosul-UE, estado vende quase US$ 200 milhões para o bloco em apenas um mês. Alemanha, Holanda e Polônia puxam a fila, mas destaque curioso vai para o mercado esloveno.

O produto paranaense está cada vez mais presente na mesa e na indústria do Velho Continente. Mesmo antes da entrada em vigor do aguardado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, as exportações do Paraná para o bloco econômico dispararam em janeiro de 2026.

O estado vendeu um total de US$ 197,9 milhões para os europeus no primeiro mês do ano, um crescimento de 12,9% em comparação a janeiro de 2025 (US$ 175,3 milhões). Os dados são do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) e foram compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

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Quem está comprando o quê?

O crescimento foi impulsionado por parceiros comerciais tradicionais, mas com aumentos expressivos de volume:

  • Holanda (+25,7%): Comprou US$ 39,7 milhões, com destaque para o biodiesel.
  • Alemanha (+19,5%): Importou US$ 44,1 milhões, liderado pelo farelo de soja.
  • Polônia (+215,2%): Saltou para US$ 17,1 milhões, também puxada pelo farelo de soja.

O fenômeno Eslovênia

O dado mais curioso do balanço, no entanto, vem de um pequeno país da Europa Central. As exportações do Paraná para a Eslovênia tiveram um aumento astronômico de 9.952%.

O valor saiu de tímidos US$ 143,7 mil em janeiro de 2025 para US$ 14,4 milhões agora. O motivo? Novamente, o apetite voraz do mercado europeu pelo farelo de soja paranaense.

Além do agronegócio, o Paraná também enviou para a Europa máquinas de terraplanagem, papel, partes de motores para veículos e carne de frango.

Impacto no bolso do paranaense

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, esse movimento gera riqueza direta para o estado.

“A continuidade do crescimento das exportações para a União Europeia será muito benéfica (…) Temos perspectivas muito positivas em razão do acordo entre o Mercosul e o bloco europeu”, afirma.

A conta do emprego: O Ipardes estima que, para cada aumento anual de 1% nas exportações para o bloco europeu, o PIB do Paraná ganha um acréscimo de R$ 137,5 milhões, gerando cerca de 1.100 novos empregos.

Cenário Global: China segue líder

Somando todos os destinos (não apenas a Europa), o Paraná exportou US$ 1,38 bilhão em janeiro. O agronegócio continua sendo o carro-chefe, respondendo por 58% de tudo o que sai do estado.

Ranking dos maiores compradores do Paraná:

  1. China: US$ 226 milhões (+30%)
  2. Irã: US$ 67 milhões
  3. Argentina: US$ 55 milhões
  4. Estados Unidos: US$ 51 milhões
  5. Paraguai: US$ 50 milhões (+6,6%)

Entre os produtos mais vendidos globalmente, o destaque absoluto é a carne de frango (US$ 323 milhões), seguida pela soja em grão e farelo.

Alemanha, Holanda e Polônia compram mais e puxam alta das exportações paranaenses em 2026
(Foto: Claudio Neves)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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