(Foto: Canva)
Alerta de saúde: casos de esporotricose, doença que afeta gatos e humanos, crescem no Sul e Sudeste
Infecção causada por fungo é transmitida por arranhões e mordidas ou contato com o solo; saiba identificar os sintomas e como prevenir.
Veterinários e autoridades de saúde emitem um alerta importante para donos de pets: o aumento significativo de casos de esporotricose animal, uma doença causada por fungos do gênero Sporothrix. O cenário é preocupante nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde a incidência tem avançado continuamente, tornando-se um dos principais desafios sanitários urbanos atuais.
A doença não é exclusiva dos animais: trata-se de uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para os seres humanos. Estima-se que cerca de mil casos de transmissão para pessoas ocorram por ano no país.
Como ocorre a transmissão?
Os gatos são as principais vítimas, pois o fungo é extremamente adaptado à temperatura corporal dos felinos. A transmissão ocorre, na maioria das vezes, por “inoculação traumática”.
Isso acontece de duas formas principais:
- No ambiente: O gato entra em contato com o fungo presente no solo, em espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminada (ao cavar ou enterrar fezes, por exemplo).
- Entre animais: Através de brigas, arranhões e mordeduras entre um animal saudável e um doente.
- Para humanos: A principal via de contaminação é o contato com secreções das feridas do animal, além de arranhões e mordidas.
O cenário no Sul e Sudeste
A doença é observada em todas as regiões do país, mas estados do Sul e Sudeste concentram a maior incidência. Dados recentes de monitoramento no estado vizinho, São Paulo, mostram um salto alarmante: entre 2022 e 2023, os casos confirmados em animais subiram de 2.417 para 3.309.
O avanço da doença reforça a necessidade de notificação. Embora em muitas localidades a notificação de casos em animais ainda não seja obrigatória, especialistas defendem que informar os serviços de vigilância é crucial para mensurar o tamanho real do problema e planejar estratégias de controle.
Sintomas em Humanos e Animais
A identificação rápida é vital para o sucesso do tratamento.
- Em Humanos: Os sintomas podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção. Geralmente, começa como um pequeno nódulo indolor (caroço) na pele que, com o tempo, aumenta e vira uma ferida aberta. Dependendo da imunidade da pessoa, a doença pode se espalhar pelo sistema linfático ou, em casos mais graves, atingir pulmões, ossos e articulações.
- Nos Gatos: Fique atento a feridas profundas na pele que não cicatrizam, geralmente com pus, além de espirros frequentes e perda de apetite.
Tratamento e Prevenção
A esporotricose tem cura, tanto para humanos quanto para animais. Ao notar qualquer sintoma, o atendimento médico ou veterinário deve ser procurado imediatamente.
Importante: O animal doente jamais deve ser abandonado. O abandono, além de ser crime, espalha a doença para outros animais e pessoas, perpetuando o ciclo de infecção.
Dicas de Prevenção:
- Mantenha o gato em casa: Evite as “voltinhas” na rua para reduzir o risco de brigas e contato com solo contaminado.
- Castração: Animais castrados tendem a brigar menos e ficam mais caseiros.
- Higiene: Use luvas ao manusear terra ou tratar feridas de animais suspeitos.

Com informações de Agência Brasil
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