(Foto: Orlando K Jr)
Alerta no Pantanal: enquanto Amazônia e Cerrado melhoram, desmate no bioma sobe 45%
Dados do sistema Deter mostram recuo expressivo na derrubada da floresta entre agosto de 2025 e janeiro deste ano; Cerrado também registra queda, mas Pantanal acende sinal de alerta com alta de 45%.
O Brasil começou o ano de 2026 com boas notícias na área ambiental. Dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram uma queda acentuada na destruição da maior floresta tropical do mundo.
Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal caíram 35% entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, somando 1.324 km² (contra 2.050 km² no período anterior).
Mais impressionante ainda foi a redução nos índices de degradação florestal — estágio em que a mata é explorada, mas não totalmente suprimida. Esse indicador recuou de 44 mil km² para apenas 2.923 km², uma diminuição de 93%.
Cerrado melhora, Pantanal preocupa
No Cerrado, bioma vital para a agricultura e recursos hídricos, a tendência também foi de queda, embora mais tímida: 6% de redução nos alertas (1.905 km²).
Já no Pantanal, a situação exige atenção imediata. Os alertas de desmatamento cresceram 45,5% no mesmo período, subindo de 202 km² para 294 km². Apesar da alta recente, o governo pondera que, na comparação anual (2023-2024), o bioma ainda acumula queda de 65%.
“Fiscalização não trava o Agro”
Os números foram apresentados após reunião da Comissão Interministerial de Combate ao Desmatamento. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, celebrou os resultados e reforçou que a preservação ambiental tem andado de mãos dadas com o crescimento econômico.
“O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo, abrimos 500 novos mercados para a agricultura brasileira e fechamos o acordo da União Europeia com o Mercosul”, destacou a ministra.
A expectativa do governo é fechar 2026 com a menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia.
O cerco fechou
A queda nos números é reflexo direto do endurecimento na fiscalização. Comparado a 2022, o Ministério do Meio Ambiente aponta um aumento massivo nas operações de controle:
- Fiscalização do Ibama: Cresceu 59%.
- Apreensões de minérios: Aumento de 170%.
- Apreensões de madeira: Alta de 65%.
- Multas e Embargos: O número de operações na Amazônia avançou quase 148%.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o Brasil prova ao mundo sua soberania através da tecnologia: “Toda a nossa cadeia de infraestrutura tecnológica nos dá a precisão necessária para subsidiar as políticas públicas (…) não há preservação sem investimento em conhecimento”.
Com informações de Agência Brasil
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