(Foto: Arlette Bashizi)
Alerta sanitário: Ministério da Saúde confirma o 1º caso de Mpox no Paraná; Brasil chega a 90 infecções
Doença transmitida por contato próximo já tem mais de 1.800 casos suspeitos sob investigação no país; saiba como identificar os sintomas e se prevenir.
O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (25) o primeiro caso de Mpox (antiga varíola dos macacos) no Paraná neste ano. Com as novas atualizações, que incluem registros em Minas Gerais, o Brasil atinge a marca de 90 casos confirmados da doença em 2026, além de 1.880 notificações que seguem sob investigação.
O cenário nacional é liderado por São Paulo, que concentra a esmagadora maioria das infecções (cerca de 63 casos, embora a Secretaria Estadual paulista contabilize 50 confirmados até o momento). A lista de estados afetados inclui ainda Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), além de Santa Catarina, Distrito Federal e Paraná, com um caso cada.
Apesar da disseminação, os quadros registrados até agora em 2026 são de leves a moderados, e não há nenhum óbito contabilizado no país neste ano. Para fins de comparação, ao longo de 2025, o Brasil registrou 1.079 casos e duas mortes.
O Ministério da Saúde reforça que segue monitorando a situação e que a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) está preparada para acolher e tratar pacientes sintomáticos.
O que é a Mpox e quais são os sintomas?
A Mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da varíola humana. O período de incubação — tempo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas — varia tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a até 21 dias.
Principais sintomas:
- Erupções cutâneas (sintoma mais marcante): Semelhantes a bolhas ou feridas, começam frequentemente no rosto e se espalham pelo corpo (incluindo palmas das mãos, solas dos pés e regiões genitais/anais). Podem durar de duas a quatro semanas.
- Febre súbita e dor de cabeça.
- Dores musculares e nas costas.
- Gânglios inchados (ínguas) e apatia (fraqueza profunda).
Como ocorre a transmissão?
O contágio acontece principalmente de pessoa para pessoa, através de contato próximo e direto com alguém infectado. Isso inclui:
- Contato pele com pele: Toque direto, abraços, beijos ou relações sexuais.
- Fluidos e gotículas: Contato com secreções das lesões ou exposição a gotículas respiratórias durante conversas muito próximas.
- Objetos contaminados: Compartilhamento de toalhas, roupas de cama, lençóis, talheres ou itens de higiene de uma pessoa infectada.
O que fazer em caso de suspeita?
Ao notar os sintomas, a orientação é buscar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação clínica e coleta de exame laboratorial, que é a única forma de confirmar a doença. O diagnóstico médico é essencial para descartar outras enfermidades com sintomas parecidos, como varicela, herpes, sífilis ou alergias.
“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal até o término do período de transmissão”, alerta o Ministério da Saúde.
Tratamento e Prevenção
Não existe, até o momento, um medicamento antiviral específico aprovado de forma ampla para a Mpox. O tratamento é de suporte: foca no alívio das dores, hidratação, controle da febre e cuidados com as lesões de pele para evitar infecções secundárias.
A melhor defesa é a prevenção:
- Evite contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas na pele.
- Caso o contato seja inevitável (como para cuidar de um familiar), use máscara, luvas e óculos de proteção.
- Higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel.
- Lave roupas e lençóis de pessoas infectadas com água morna e detergente, e desinfete superfícies tocadas pelo paciente.
A Mpox pode matar?
Na imensa maioria dos casos, a doença é autolimitada e desaparece sozinha em poucas semanas. No entanto, ela pode evoluir para quadros graves, especialmente em recém-nascidos, crianças pequenas e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
As complicações severas incluem infecções generalizadas, pneumonia, miocardite ou problemas oculares graves, exigindo internação e cuidados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Historicamente, a taxa de mortalidade global varia entre 0,1% e 10%, dependendo do acesso a cuidados de saúde e da imunidade prévia do paciente.
Com informações de Agência Brasil
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