(Foto: Foto: Geraldo Bubniak)
Alívio na gôndola: preço dos alimentos cai pelo 3º mês seguido no Paraná; banana e leite puxam a fila
Índice do Ipardes recua 0,07% em janeiro, acumulando queda de quase 0,5% em 12 meses. Arroz e feijão também ficaram muito mais baratos no último ano.
A ida ao supermercado ficou ligeiramente mais barata para os paranaenses no início deste ano. O Índice Ipardes de Preços Regional – Alimentos e Bebidas (IPR) registrou uma queda de 0,07% em janeiro.
Pode parecer pouco, mas é a terceira queda consecutiva do indicador. O dado consolida uma tendência de deflação nos alimentos: no acumulado dos últimos 12 meses, a redução já é de 0,45% — o melhor resultado para o bolso do consumidor desde novembro de 2023.
Os números foram divulgados nesta semana pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O que ficou mais barato?
Dois grupos foram os grandes “heróis” da inflação em janeiro: as frutas e os laticínios.
No setor de hortifrúti, a queda média foi de 4,71%. O destaque absoluto foi a banana-caturra, que despencou 16,94%.
- Motivo: A combinação de clima favorável para a colheita com as férias escolares (que reduzem a demanda da fruta para merenda) jogou o preço para baixo.
- Outras quedas: Uva (-6,03%) e melão (-3,63%).
Já no café da manhã, o leite e seus derivados ficaram 1,53% mais baratos. O leite integral caiu 3,60% e o leite em pó, 1,10%.
- Motivo: Estoques cheios. Houve aumento na captação do produto no campo e um reforço nas importações ao longo de 2025, o que aumentou a oferta nas prateleiras.
Arroz e feijão: Queda livre em 1 ano
Se olharmos para a “foto” de um ano inteiro (acumulado de 12 meses), a queda nos preços dos itens básicos é impressionante. Os vilões de outrora agora ajudam a economizar:
- Arroz parboilizado: -36,98%
- Feijão preto: -32,37%
- Arroz branco: -32,03%
- Leite integral: -18,83%
Onde caiu e onde subiu?
O Ipardes analisa os preços em nove grandes polos do estado. Embora a média estadual tenha sido de queda, a capital foi na contramão.
Cidades onde a comida ficou mais barata:
- Foz do Iguaçu: -0,55%
- Cascavel: -0,37%
- Pato Branco: -0,20%
- Maringá: -0,17%
- Londrina: -0,10%
Cidades onde a comida subiu:
- Curitiba: +0,59%
- Ponta Grossa: +0,11%
- Umuarama: +0,11%
Em Guarapuava, os preços permaneceram estáveis.
Mesmo com a alta mensal em Curitiba, o acumulado de 12 meses na capital ainda é de deflação (-0,66%). A cidade com a maior queda anual é Londrina, onde os alimentos estão 2,12% mais baratos do que há um ano.
Metodologia
O índice do Ipardes é calculado com base em 2,5 milhões de notas fiscais eletrônicas (NFC-e) emitidas por 583 estabelecimentos comerciais. A cesta de produtos reflete o consumo de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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