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Após incêndio em escola histórica de Paranaguá, força-tarefa planeja realocação de 1.600 alunos e restauro

Após incêndio em escola histórica de Paranaguá, força-tarefa planeja realocação de 1.600 alunos e restauro

(Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Paraná)

Após incêndio em escola histórica de Paranaguá, força-tarefa planeja realocação de 1.600 alunos e restauro


Aulas estão suspensas nesta segunda-feira (6) para organização do atendimento temporário. Governo negocia com instituição de ensino superior para manter todas as turmas unidas.

Após o incêndio de grandes proporções que atingiu o Instituto Estadual de Educação Doutor Caetano Munhoz da Rocha neste sábado (4), em Paranaguá, os esforços do Governo do Estado agora se concentram na rápida realocação dos estudantes e na elaboração de um plano de contingência para o restauro do prédio histórico.

A edificação, construída em 1927 e tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991, teve seu telhado e estruturas internas de madeira consumidos pelas chamas. Sem registro de vítimas, a prioridade máxima da Secretaria de Estado da Educação (Seed) passa a ser a retomada do calendário escolar dos 1.635 alunos matriculados.

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Suspensão de aulas e busca por novo espaço

Nesta segunda-feira (6), as aulas no Instituto estão suspensas. As equipes de gestão e infraestrutura do Núcleo Regional de Educação (NRE) estão centradas exclusivamente na organização de um espaço temporário para abrigar a comunidade escolar.

O principal objetivo da força-tarefa montada pela Seed é evitar o desmembramento do colégio. Para isso, o Estado iniciou negociações na manhã de hoje com uma instituição de ensino superior da cidade. A intenção é alugar ou ceder um espaço único capaz de comportar todas as 33 turmas afetadas (18 no período da manhã e 15 à tarde).

Para o período da tarde desta segunda, o NRE organizou um momento de acolhimento para professores e funcionários, onde serão apresentadas as propostas de realocação elaboradas durante o fim de semana.

“A prioridade é preservar a segurança da comunidade escolar e organizar a retomada das aulas com responsabilidade e rapidez. Todas as equipes estão mobilizadas para que a escola siga unida e acolhida durante este período”, afirmou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.

Aulas online

As aulas para os alunos do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, no Litoral, serão retomadas de forma gradual e remota a partir de quarta-feira (08). 

A Secretaria de Estado da Educação prepara transmissões ao vivo com professores da própria unidade para atender os alunos nos mesmos horários regulares das turmas, pelo Google Meet e Google Classroom, garantindo continuidade do aprendizado e manutenção da rotina de estudos.

Alunos sem acesso à internet receberão material impresso. O colégio quase centenário e tombado pelo Patrimônio Histórico pelo foi atingido por um incêndio no último sábado (4).

As equipes pedagógicas do Núcleo Regional de Educação estão mobilizadas para orientar alunos e famílias sobre o acesso às plataformas e esclarecer dúvidas relacionadas ao modelo de atendimento.

Força-tarefa para o restauro do patrimônio

Paralelamente à realocação dos alunos, o governador Ratinho Junior (PSD) determinou a criação imediata de uma força-tarefa envolvendo engenheiros da Seed e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) para avaliar a gravidade dos danos no edifício centenário.

O diagnóstico estrutural, no entanto, só poderá começar de forma aprofundada após a liberação total da área pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), que emitirá um laudo técnico de segurança. “Vamos avaliar a dimensão dos danos para investir o que for necessário, fazendo com que este grande símbolo da educação paranaense volte a atender nossos alunos o mais rápido possível”, garantiu o governador.

Investigação e rescaldo com tecnologia

O trabalho do Corpo de Bombeiros, que mobilizou 45 militares e brigadistas locais para controlar as chamas no sábado, continuou ao longo do domingo com a fase de rescaldo. Para garantir que não houvesse reignição nas antigas madeiras do prédio, as equipes utilizaram um drone com tecnologia termal para identificar e resfriar pontos críticos de calor.

Com o resfriamento concluído, a área passa a ser o foco das investigações sobre a origem do fogo, que, segundo moradores locais, teria começado na parte inferior do imóvel.

A Polícia Científica (PCIPR) já destacou uma equipe para a coleta de vestígios e condução da perícia técnica. Ao mesmo tempo, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou a coleta de depoimentos e a análise de imagens de câmeras de segurança do entorno para esclarecer as causas do incidente.

Após incêndio em escola histórica de Paranaguá, força-tarefa planeja realocação de 1.600 alunos e restauro
(Foto: Divulgação SEES)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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