(Foto: Lucas Fermin)
Após incêndio histórico, 1,2 mil alunos do Instituto de Educação de Paranaguá retomam aulas em novo prédio
A partir desta segunda-feira (13), todos os estudantes do colégio estadual passam a ser atendidos nas instalações da Isulpar. Prédio original, que completará 100 anos, aguarda laudo da perícia para iniciar projeto de restauro.
A partir desta segunda-feira (13), a rotina escolar de 1,2 mil estudantes de Paranaguá, no Litoral do Estado, ganha um novo endereço e um recomeço. Todos os alunos do histórico Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha passam a ter aulas presenciais nas instalações do Isulpar (Instituto Superior do Litoral do Paraná).
A mudança de sede, localizada a apenas 200 metros do colégio original, foi a solução logística encontrada pela rede estadual de ensino para garantir a continuidade das atividades escolares e evitar prejuízos pedagógicos após o incêndio que atingiu o prédio do Instituto.
O novo espaço foi adaptado para acolher com segurança todo o contingente de alunos, que será distribuído em 18 turmas no período da manhã e 15 turmas no turno da tarde.
Transição e escalonamento
A normalização do calendário letivo exigiu uma verdadeira força-tarefa na última semana. Para não deixar os alunos desamparados enquanto a Isulpar passava por ajustes estruturais, cerca de 550 estudantes (incluindo turmas de formação de docentes e do ensino médio) tiveram aulas de forma provisória no campus da Unespar (Universidade Estadual do Paraná) entre quarta (8) e sexta-feira (10).
Agora, com o novo prédio pronto para uso, o atendimento passa a ser 100% concentrado na Isulpar.
“Toda essa alteração de mudança foi planejada em diálogo constante com a direção da escola, os professores e os pais. Nosso foco foi garantir uma transição organizada e sem prejuízos à comunidade escolar”, explica Paulo Penteado, chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranaguá.
O futuro do prédio histórico
Enquanto a vida acadêmica segue na Isulpar, o prédio original do Instituto de Educação permanece rigorosamente isolado. A equipe da Polícia Científica já concluiu a coleta de vestígios no local e agora trabalha na perícia técnica para apurar as causas exatas do incêndio.
A estrutura é tombada como patrimônio histórico do município e completará 100 anos de existência no ano que vem. Assim que o laudo pericial for emitido e a área for liberada, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) realizará uma avaliação minuciosa da estrutura. O objetivo é definir as etapas e o cronograma para o projeto de restauro do edifício centenário.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Educação do Paraná
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