(Foto: Luis Miguel Ferreira)
Athletico vence o clássico 400, quebra jejum de três anos e ultrapassa o Coritiba no Brasileirão
Com gols de Dudu e Viveros, Furacão faz 2 a 0 na Arena da Baixada, encerra invencibilidade do rival no confronto e assume a sexta posição do campeonato.
A oitava rodada do Campeonato Brasileiro reservou um capítulo histórico para o futebol paranaense neste domingo. Empurrado pela torcida na Arena da Baixada, o Athletico venceu o Coritiba por 2 a 0 em uma partida que marcou o encontro de número 400 na história centenária do Athletiba.
Além do peso do clássico, o resultado teve sabor de alívio para os donos da casa, que encerraram um incômodo jejum de quase três anos sem vencer o maior rival.
A última vitória rubro-negra no confronto havia ocorrido em maio de 2023. Desde então, o Coritiba sustentava uma invencibilidade de sete partidas (três vitórias e quatro empates). O reencontro na elite nacional, após três anos sem que as duas equipes figurassem juntas na Série A, mudou esse cenário e embaralhou a parte de cima da tabela de classificação.
Eficiência rubro-negra no primeiro tempo
O clima de tensão e a forte marcação ditaram os minutos iniciais na Arena da Baixada. Com o meio-campo congestionado, as equipes apostavam nas disputas físicas e tinham pouca clareza na criação das jogadas. O Coritiba tentou o primeiro golpe com Josué, que arriscou de longe para encobrir o goleiro Santos, mas mandou a bola por cima do travessão.
O Athletico respondeu na mesma moeda com Viveros, esbarrando na barreira defensiva alviverde.
A paridade tática foi quebrada aos 22 minutos, na base da velocidade. Em uma transição rápida pela direita, Julimar deixou a marcação para trás e cruzou rasteiro para a entrada da área. Dudu Kogitzki acompanhou a jogada e bateu de primeira, com a perna esquerda, no canto do goleiro Pedro Rangel, abrindo o placar para o delírio da torcida local.
Após o gol, o jogo perdeu intensidade. O Furacão passou a administrar a posse de bola de forma pragmática, sem acelerar para buscar o segundo, mas eficiente o suficiente para anular as tentativas de reação do adversário até o intervalo.
Viveros decide e Santos brilha na etapa final
Na volta para o segundo tempo, o Athletico adotou uma postura mais agressiva, disposto a liquidar a fatura. A pressão surtiu efeito logo aos 10 minutos. Após cobrança de falta de Esquivel pela esquerda, Benavídez subiu mais que a zaga e desviou de cabeça. A bola se ofereceu na medida para Viveros, que encheu o pé de primeira para estufar as redes e fazer 2 a 0.
O estrago quase foi maior instantes depois, quando Dudu completou um novo cruzamento e obrigou Pedro Rangel a fazer uma grande defesa para evitar o terceiro gol rubro-negro.
Perdendo por dois gols de diferença, o Coritiba tentou uma pressão final. Aos 26 minutos, a equipe visitante teve a sua melhor e mais clara chance no clássico. Josué cobrou escanteio fechado e, no rebote, JP Chermont emendou um chute forte, parando em uma defesa espetacular do goleiro Santos.
O ímpeto alviverde, no entanto, foi freado pela indisciplina. Na reta final da partida, Maicon acertou uma cotovelada em Portilla dentro da área. Após a revisão no monitor do VAR, o árbitro aplicou o cartão vermelho direto, deixando o Coxa com um jogador a menos e enterrando qualquer chance de reação.
Inversão de posições na tabela
A vitória no clássico 400 teve impacto direto na classificação do Campeonato Brasileiro. Com o triunfo, o Athletico saltou para a sexta colocação, alcançando a marca de 13 pontos. O Coritiba, que estacionou na mesma pontuação, acabou ultrapassado pelo rival e caiu para o sétimo lugar devido aos critérios de desempate (menor saldo de gols).

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