(Foto: Claudio Neves)
Balança comercial em alta: vendas do Paraná para Polônia, Noruega e Japão disparam até 282%
Demanda por proteína animal na Ásia e produtos industriais na Europa faz comércio exterior paranaense dar um salto no início de 2026.
O Paraná registrou um avanço expressivo na sua balança comercial nos dois primeiros meses de 2026. Impulsionado pela força do agronegócio e da indústria de transformação, o Estado viu suas vendas para mercados estratégicos da Ásia e da Europa dobrarem de tamanho em comparação ao mesmo período do ano passado.
O volume total de exportações alcançou a marca de US$ 3,1 bilhões no bimestre, consolidando a diversificação econômica paranaense e gerando um superávit de US$ 434 milhões para a economia local.
Salto nas vendas e a conquista de novos mercados
Os dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), revelam um crescimento percentual de três dígitos em seis nações específicas.
Juntos, esses seis mercados passaram a responder por 10,1% de todas as exportações do Paraná, um salto considerável em relação à participação de apenas 4,1% registrada nos dois primeiros meses de 2025.
Destaques no mercado asiático
Na Ásia, a proteína animal e o setor energético lideraram as transações comerciais:
- Filipinas (+124%): Crescimento alicerçado na exportação de carne suína.
- Japão (+107%): Alta sustentada principalmente pelos embarques de carne de frango.
- Singapura (+103%): Avanço impulsionado pelas vendas de petróleo.
Avanço no continente europeu
Na Europa, a demanda uniu o agronegócio à indústria de transformação paranaense:
- Polônia (+282%): Mercado com a maior taxa de crescimento, focado na compra de farelo de soja.
- Noruega (+176%): Destaque industrial, com forte incremento na exportação de torneiras e válvulas fabricadas no Estado.
- Dinamarca (+130%): Ampliação comercial também motivada pela importação de farelo de soja do Paraná.
Diversificação reduz dependência econômica
A pulverização das vendas é apontada como a grande força do comércio exterior do Estado neste início de ano. O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, avalia que essa diversidade de parceiros e mercadorias blinda a economia local contra crises isoladas.
“Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, as mercadorias paranaenses alcançaram 183 mercados, em transações que envolveram cerca de 3 mil itens diferentes. Isso torna as exportações menos dependentes de compradores específicos”, analisa Callado.
O cenário geral da balança comercial
No panorama global, o Paraná fechou o bimestre com US$ 3,1 bilhões em exportações (sendo US$ 1,7 bilhão apenas no mês de fevereiro) e US$ 2,7 bilhões em importações. O saldo positivo (superávit) ficou no patamar de US$ 434 milhões.
A base da pauta exportadora do Estado segue liderada pelo campo e pelo setor de celulose:
- Carne de frango: US$ 698 milhões.
- Soja em grão: US$ 425 milhões.
- Farelo de soja: US$ 191 milhões.
- Papel: US$ 137 milhões.
O produto que registrou a maior escalada de vendas no período geral foi o óleo de soja bruto, que saltou 98%, passando de US$ 55 milhões para US$ 110 milhões comercializados.
No ranking dos maiores parceiros comerciais do Paraná no bimestre, a China segue na liderança isolada (US$ 581 milhões), seguida por Argentina (US$ 130 milhões), Índia (US$ 108 milhões — um aumento de 95%), Emirados Árabes Unidos (US$ 106,8 milhões) e México (US$ 106,6 milhões).
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Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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