Brasil Repudia Ação Israelense
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) manifestou nesta quinta-feira (22) sua veemente condenação à demolição da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), em Jerusalém Oriental. A ação, determinada por autoridades israelenses, ocorreu em território considerado palestino, intensificando as tensões na região.
Violação Clara do Direito Internacional
Em nota oficial, o Itamaraty declarou que “medidas que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado constituem flagrante violação do direito internacional”. A chancelaria brasileira ressaltou que a demolição contraria o direito internacional humanitário, a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas, e os pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça proferidos em julho de 2024 e outubro de 2025. Estes últimos tratam especificamente das práticas de Israel no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e de suas obrigações para com a ONU.
Contexto da Demolição
A demolição, iniciada na terça-feira (20), segue a aprovação de uma legislação pelo parlamento israelense no final do ano passado. Essa lei autoriza o corte de suprimentos essenciais, como água e eletricidade, para as instalações da agência da ONU e permite a expropriação de seus imóveis.
UNRWA Classifica Ato como Inédito
Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, descreveu o incidente como um “ataque sem precedentes” contra as Nações Unidas. Ele enfatizou que as instalações da organização são protegidas pelo direito internacional e que a agência já foi alvo de incêndios criminosos em meio a uma “campanha de desinformação em larga escala” promovida por Israel.
Brasil Reafirma Apoio à UNRWA
O Ministério das Relações Exteriores reiterou o compromisso do Brasil em apoiar a continuidade das atividades da UNRWA. Atualmente na presidência da Comissão Consultiva da agência, o Brasil defende a prestação de serviços essenciais a cerca de 6 milhões de refugiados palestinos em Gaza, na Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.
Decisão da Corte Internacional Ignorada
A demolição acontece apesar de uma decisão da Corte Internacional de Justiça em outubro do ano passado, que determinou que Israel é obrigado a “facilitar as operações” da UNRWA e que o Estado judaico não possui jurisdição sobre Jerusalém Oriental. A ação israelense representa um descaso com a autoridade máxima da justiça internacional.
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