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Campanha irretocável: Azurelas do Paraná vencem final por 4 a 1 e conquistam o Mundial de Futsal para Surdas de forma invicta

Campanha irretocável: Azurelas do Paraná vencem final por 4 a 1 e conquistam o Mundial de Futsal para Surdas de forma invicta

(Foto: Divulgação DIFA)

Campanha irretocável: Azurelas do Paraná vencem final por 4 a 1 e conquistam o Mundial de Futsal para Surdas de forma invicta


Equipe de São José dos Pinhais sobrou em quadra na Argentina: foram 6 vitórias em 6 jogos, 47 gols marcados e um histórico 17 a 0 na semifinal.

O futsal paranaense amanheceu no topo do pódio internacional e com números que beiram a perfeição. Neste sábado (28), a equipe feminina da Associação dos Surdos de São José dos Pinhais (ASSJP) sagrou-se campeã invicta do 1º Campeonato Mundial de Clubes de Futsal para Surdos (DIFA World Deaf Futsal Clubs Championship), disputado no Stadium Miguel B. Sánchez, em Buenos Aires, na Argentina.

Únicas representantes do Brasil na categoria feminina, as jogadoras paranaenses — carinhosamente conhecidas como “Azurelas” — confirmaram o favoritismo com uma vitória categórica por 4 a 1 sobre as donas da casa, a equipe da ASO (Argentina), na grande final.

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O título inédito coroa uma campanha absolutamente dominante do início ao fim. As brasileiras disputaram 6 partidas, venceram todas, balançaram as redes adversárias 47 vezes e sofreram apenas dois gols em toda a competição.

O caminho até a taça: Goleadas impiedosas

Organizado pela Federação Internacional de Futebol de Surdos (Difa), o Mundial reuniu 5 equipes na chave feminina, que se enfrentaram no sistema de “todos contra todos” na primeira fase. O time paranaense sobrou no Grupo A, encerrando a fase classificatória na liderança isolada com 12 pontos e saldo de 25 gols positivos.

O ápice do poderio ofensivo brasileiro, no entanto, veio na semifinal, disputada no dia 26. As Azurelas não tomaram conhecimento da equipe chilena da ASOCH e aplicaram um histórico e impiedoso 17 a 0 para carimbar a vaga na final.

Confira todos os resultados da campanha campeã da ASSJP:

Fase de Grupos:

  • Rodada 1 (21/02): ASSJP (Brasil) 3 x 1 ASLP (Argentina)
  • Rodada 2 (22/02): ASO (Argentina) 0 x 6 ASSJP (Brasil)
  • Rodada 3 (23/02): ASSJP (Brasil) 7 x 0 ASOCH (Chile)
  • Rodada 4 (24/02): ASAM (Argentina) 0 x 10 ASSJP (Brasil)

Fase Final:

  • Semifinal (26/02): ASSJP (Brasil) 17 x 0 ASOCH (Chile)
  • Final (28/02): ASSJP (Brasil) 4 x 1 ASO (Argentina)

Amor à camisa e vitória além das quadras

A conquista na Argentina ganha contornos ainda mais heroicos quando se olha para o perfil do elenco. A equipe da ASSJP reúne atletas com idades entre 24 e 42 anos que, apesar de empilharem taças (são heptacampeãs da Copa Brasil), não atuam profissionalmente no esporte.

Todas as campeãs mundiais precisam conciliar a pesada rotina de treinos táticos e físicos com o trabalho formal, os estudos e as responsabilidades familiares. O suor formou a espinha dorsal da seleção nacional: o elenco da ASSJP conta com jogadoras com passagem pela Seleção Brasileira, incluindo três que já haviam sido campeãs mundiais por seleções em 2019.

A pivô Josiane Maria Poleski, de 39 anos, já havia avisado na ida qual era a mentalidade do grupo: “Viemos com o objetivo de sermos campeãs mundiais. Queremos representar bem nossa cidade, o Paraná e o Brasil, pois somos o único time feminino do país na competição”. Promessa feita e cumprida com sobras.

O “divisor de águas”: Primeiro patrocínio estampado

Com 21 anos de história, a ASSJP sempre lutou contra a falta de recursos, dependendo muitas vezes de rifas e doações da comunidade para viajar.

O passaporte para a Argentina, no entanto, marcou o início de uma nova era. Pela primeira vez na história, as Azurelas disputaram uma competição internacional com um patrocínio oficial estampado no uniforme, garantido pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).

O aporte foi vital para custear a logística da delegação de dez jogadoras e equipe técnica, blindando o foco das atletas para as quadras. “Patrocinar a ASSJP é um orgulho. Esse time não é apenas uma equipe esportiva, mas o maior exemplo de como promover a inclusão e a equidade”, celebrou Melissa Ferreira, diretora adjunta da Sanepar.

Com a taça na bagagem e uma campanha que entra para a história da modalidade, as Azurelas desembarcam no Brasil como o maior símbolo do futsal adaptado no continente.

Campanha irretocável: Azurelas do Paraná vencem final por 4 a 1 e conquistam o Mundial de Futsal para Surdas de forma invicta
(Foto: Divulgação DIFA)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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