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Contraste nas estradas: mortes caem 47% nas rodovias estaduais do Paraná, mas Brasil registra o Carnaval mais letal da década

Contraste nas estradas: Mortes caem 47% nas rodovias estaduais do Paraná, mas Brasil registra o Carnaval mais letal da década

(Foto: Divulgação BPRv)

Contraste nas estradas: mortes caem 47% nas rodovias estaduais do Paraná, mas Brasil registra o Carnaval mais letal da década


Enquanto a Polícia Militar do Paraná comemora a redução de acidentes e zero óbitos no Litoral, a PRF contabilizou 130 mortes nas BRs de todo o país durante o feriadão.

O balanço final da Operação Carnaval 2026, realizada entre os dias 13 e 18 de fevereiro, revelou duas realidades opostas nas estradas. Nas rodovias estaduais que cortam o Paraná, o saldo foi positivo, com reduções expressivas na violência no trânsito. Por outro lado, o cenário nacional nas rodovias federais (BRs) foi alarmante, marcando o feriado mais violento dos últimos dez anos.

O cenário positivo no Paraná

Com um forte esquema de fiscalização, a Polícia Rodoviária do Paraná (BPRv) conseguiu frear a violência nas PEs e PRs (rodovias estaduais). As blitze focadas em embriaguez ao volante e excesso de velocidade surtiram efeito, refletindo em quedas em todos os principais índices em comparação ao Carnaval de 2025:

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  • Mortes: Caíram de 17 para 9 (redução de 47%).
  • Pessoas feridas: Caíram de 100 para 72 (redução de 28%).
  • Sinistros de trânsito (acidentes): Passaram de 89 para 76 (queda de quase 15%).

As autuações por motoristas dirigindo sob efeito de álcool também despencaram no estado, passando de 483 no ano passado para 351 neste ano.

No Litoral paranaense, destino de maior fluxo no período, a segurança foi destaque: o número de feridos despencou de 14 para apenas 2, e, pelo segundo ano consecutivo, nenhuma morte foi registrada nas rodovias estaduais da região.

“Nosso foco é a preservação da vida. Cada fiscalização, cada abordagem e cada orientação têm o objetivo de fazer com que motoristas e passageiros cheguem com segurança aos seus destinos”, avaliou o capitão da PMPR, Sidinei Hudach.

Sinal de alerta: Cinto de segurança

Apesar dos bons números gerais no Paraná, uma infração específica disparou e preocupa as autoridades. As multas por falta do uso de cinto de segurança e de cadeirinhas infantis saltaram de 974 (em 2025) para 1.203 neste ano — um aumento preocupante de 23,5%.

A tragédia nacional nas Rodovias Federais

Se o Paraná conseguiu segurar os índices nas estradas estaduais, o panorama nas rodovias federais fiscalizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em todo o Brasil foi trágico. O Carnaval de 2026 terminou com 130 pessoas mortas, um salto assustador em relação aos 85 óbitos registrados em 2025.

A imprudência ditou o ritmo das BRs. A PRF focou na mistura de álcool e direção, excesso de velocidade e ultrapassagens proibidas, resultando em números superlativos:

  • 1.241 acidentes (sendo 343 classificados como graves).
  • 1.481 pessoas feridas.
  • 55.582 veículos flagrados acima do limite de velocidade.
  • 2.400 motoristas autuados por embriaguez (108 acabaram detidos).

Um dado que chamou a atenção da PRF neste ano foi que alguns dos acidentes mais graves, com múltiplos óbitos, ocorreram em trechos de reta e com boas condições de asfalto — locais que não eram classificados como críticos —, evidenciando o peso do fator humano e da imprudência na tragédia.

Contraste nas estradas: Mortes caem 47% nas rodovias estaduais do Paraná, mas Brasil registra o Carnaval mais letal da década
(Foto: Divulgação BPRv)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Militar do Paraná e Agência de Notícias da Polícia Rodoviária Federal



Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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