(Foto: Canva)
De sala de crise a lei urgente: como Governo e Congresso se mobilizam contra a ameaça do metanol
Câmara dos Deputados aprova urgência para endurecer a pena contra falsificadores de bebidas enquanto Ministério da Saúde corre para comprar antídotos.
O Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para monitorar o surto, enquanto a Câmara dos Deputados aprovou em tempo recorde um regime de urgência para votar o projeto que torna a falsificação de bebidas crime hediondo. A crise nacional de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas chegou ao Paraná.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) notificou, nesta sexta-feira (3), o primeiro caso suspeito no estado: um idoso de 60 anos, morador de Curitiba, que está internado em estado grave. O avanço da crise, que já soma 113 registros e 12 mortes no país, provocou uma forte reação política em Brasília.
A reação do Congresso: falsificação pode virar crime hediondo
Refletindo a comoção nacional, a Câmara dos Deputados reagiu rapidamente. Na quinta-feira (2), o plenário aprovou o regime de urgência para um projeto de lei que torna a adulteração de alimentos ou bebidas com substâncias nocivas um crime hediondo. A medida, se aprovada, tornará o crime inafiançável e endurecerá as regras para a progressão de pena dos condenados. O projeto agora pode ser votado diretamente no plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões, acelerando sua tramitação.
A resposta do Executivo: sala de crise e a corrida pelo antídoto
Em resposta à escalada da crise, o Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para monitorar os casos em tempo real e coordenar as ações com os estados. A principal frente de trabalho do governo federal é a aquisição emergencial de antídotos. A pasta já comprou 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico e negocia a compra de mais 150 mil. Além disso, busca no mercado internacional e junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a doação e a compra de um segundo antídoto, o fomepizol.
Uma crise nacional: 113 casos e 12 mortes no país
O Paraná se junta a outros cinco estados que já registraram casos suspeitos. Segundo o boletim diário do Ministério da Saúde, o Brasil já contabiliza 113 casos de intoxicação por metanol, sendo 11 confirmados e 102 em investigação. O epicentro da crise é São Paulo, com 101 dos registros. Ao todo, já são 12 mortes ligadas ao surto, uma confirmada e 11 em investigação, a maioria também em São Paulo.
O alerta chega ao Paraná: primeiro caso suspeito em Curitiba
O primeiro caso suspeito no estado envolve um homem de 60 anos que deu entrada em um hospital da capital na última quarta-feira (1º), após ser atropelado. Durante o atendimento, ele relatou ter consumido bebida destilada e, ao longo da internação, seu quadro piorou com sintomas compatíveis com a intoxicação por metanol. O caso acendeu o alerta na Sesa, que já havia emitido uma nota técnica para toda a rede de saúde sobre o tema e agora monitora a situação de perto.

Com informações de Agência Brasil
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