O recém-empossado ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez seu primeiro pronunciamento nesta sexta-feira (20) e sinalizou que o governo federal possui um ‘plano B’ para conter a escalada dos preços do diesel.
A declaração surge em meio à preocupação com os impactos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis e à incerteza sobre a aceitação, pelos estados, da proposta de desoneração do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado. Durigan garantiu que a equipe econômica não ficará inerte, afirmando: ‘Não deixaremos de apresentar outras medidas assim que necessário’.
Proposta do ICMS e a Reação dos Estados
A Fazenda propôs a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o final de maio, com a União compensando 50% das perdas de arrecadação estaduais, um custo estimado em R$ 3 bilhões mensais. Contudo, o ministro revelou que a adesão tem sido limitada.
‘Somente o governador do Piauí deu retorno, concordando com a desoneração’, disse Durigan, que classificou a proposta como ‘generosa’ pelo esforço federal em dividir o impacto fiscal.
Ações Governamentais em Curso e Futuras
Além da busca por acordo com os estados, o ministro listou outras iniciativas já em andamento para mitigar a alta dos combustíveis. Entre elas, estão o reforço na fiscalização, ajustes na tabela de frete e a desoneração de tributos federais como PIS/Cofins sobre o diesel.
Durigan também indicou a prontidão para novas intervenções, que dependerão da evolução do cenário internacional. ‘Temos uma série de medidas que podem ser adotadas a depender de para onde for essa guerra e o preço dos combustíveis’, declarou. Ele observou um ‘distensionamento’ inicial com caminhoneiros após o anúncio das primeiras medidas, dissipando rumores de paralisação.
Continuidade da Gestão e Novas Prioridades
Durigan, que era secretário-executivo de Fernando Haddad, enfatizou que sua gestão dará continuidade ao trabalho de seu antecessor, visando a aprovação de projetos e a correção de distorções. ‘O trabalho sob a minha condução será de continuidade da gestão do ministro Fernando Haddad, com projetos aprovados e distorções corrigidas’, afirmou.
Foco no Ajuste Fiscal e Desenvolvimento Sustentável
Entre as prioridades de sua agenda, Durigan destacou o avanço do ajuste fiscal, a revisão de benefícios tributários e a busca por maior eficiência no gasto público. Ele também mencionou o aperfeiçoamento do sistema de crédito e uma maior regulação da concorrência em plataformas digitais, reiterando que ‘a economia faz sentido quando percebemos resultados concretos na vida das pessoas’.
O ministro também planeja aprofundar o programa Eco Invest Brasil, com uma emissão de títulos sustentáveis no mercado ainda este ano para captar recursos privados para projetos socioambientais.
Com informações de Agência Brasil
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