A coalizão progressista conquistou 25 cadeiras no Senado nas eleições legislativas e será o principal motor para que a Casa alcance 30% de representação feminina entre 2026 e 2030.
As eleições legislativas da Colômbia, realizadas no dia 8 de março, reconfiguraram o mapa político do país e estabeleceram um marco para a representatividade de gênero. O partido progressista Pacto Histórico consolidou-se como a principal força de esquerda e a única legenda a formar uma bancada com maioria feminina no Senado. Das 25 cadeiras conquistadas pela coligação na Câmara Alta para a legislatura de 2026 a 2030, 13 serão ocupadas por mulheres.
O peso do Pacto Histórico na representatividade feminina
O desempenho do bloco progressista foi decisivo para o avanço da pauta de gênero no parlamento colombiano. Segundo os dados eleitorais oficiais, 43,3% de todas as senadoras eleitas no país pertencem ao Pacto Histórico, isolando a legenda como a maior plataforma de participação feminina nesta eleição.
Na Câmara dos Deputados, o movimento também demonstrou força ao eleger pelo menos 15 mulheres, em um universo de 183 cadeiras disputadas nacionalmente por todas as agremiações partidárias.
As 13 senadoras eleitas que representarão a coligação progressista na Câmara Alta são:
- Carolina Corcho
- Carmen Patricia Caicedo Omar
- Laura Cristina Ahumada García
- Aida Yolanda Avella Esquivel
- Yuly Esmeralda Hernández Silva
- Sandra Claudia Chindoy
- María Eugenia Londoño Ocampo
- Kamelia Edith Zuluaga Navarro
- Yaini Isabel Contreras
- Isabel Cristina Zuleta
- Deisy Johana Osorio Márquez
- Deicy Alejandra Omaña Ortiz (Amaranta Hank)
- Mary Jurado Palomino
Desigualdade persiste no Congresso colombiano
Apesar do avanço impulsionado pelo Pacto Histórico e do aumento pontual de eleitas em outras siglas, as mulheres continuam sub-representadas no núcleo do poder legislativo da Colômbia. Para o próximo período legislativo (2026-2030), a presença feminina ocupará aproximadamente 30% das vagas totais do Senado, evidenciando que a paridade de gênero na política nacional ainda é um desafio estrutural profundo.
O cenário nos partidos tradicionais
Entre as forças políticas conservadoras e tradicionais, o número de senadoras eleitas é significativamente menor e diluído:
- Centro Democrático: O partido do ex-presidente Álvaro Uribe elegeu cinco mulheres (Claudia Margarita Zuleta Murgas, Julia Correa Nuttin, María Clara Posada Caicedo, María Angélica Guerra López e Zandra María Bernal Rico).
- Partido Liberal: Terá três representantes (María Eugenia Lopera, Alix Yirley Vargas Torrado e Laura Ester Fortich Sánchez).
- Partido Conservador: Contará com Diela Liliana Benavides Solarte e Nadia Blel, que atingiu o feito histórico de ser a candidata ao Senado mais votada de todo o país nesta eleição.
- Partido U: Ocupará cadeiras com Norma Hurtado, María Irma Noreña Arboleda e Ana Paola García Soto.
Baixa adesão e siglas sem mulheres
O abismo de gênero fica ainda mais evidente ao se observar as legendas com baixíssima ou nenhuma adesão feminina eleita. A Alianza por Colombia terá apenas Andrea Padilla Villarraga como representante. O caso mais drástico é o do Cambio Radical, que não conseguiu eleger nenhuma mulher para a sua bancada no Senado na próxima legislatura.
Por outro lado, frentes menores e alianças garantiram seu espaço no plenário. A Ahora Colômbia (composta pelo MIRA e pelo Movimento Dignidade) elegeu Ana Paola Agudelo, Jennifer Pedraza e María Lucía Villalba. Já o Movimento Salvação Nacional será representado por Sara Jimena Castellanos Rodríguez.
Com informações de Agência Brasil
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