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Em memória de Tatiane Spitzner, Paraná vai às ruas no Dia Estadual de Combate ao Feminicídio

Em Memória de Tatiane Spitzner, Paraná Vai às Ruas no Dia Estadual de Combate ao Feminicídio

(Foto: Ari Dias)

Em memória de Tatiane Spitzner, Paraná vai às ruas no Dia Estadual de Combate ao Feminicídio


No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, mobilização em memória de Tatiane Spitzner reúne milhares; Governo detalha novas políticas de apoio, como o auxílio “Recomeço”.

Um grito contra o silêncio em 181 cidades

Em um ato massivo de repúdio à violência contra a mulher, 181 cidades paranaenses pararam ao meio-dia desta terça-feira (22) para a 3ª edição da Caminhada do Meio-Dia. Em Curitiba, mais de 2 mil pessoas se reuniram na Praça Santos Andrade e marcharam até a Boca Maldita.

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A mobilização, promovida pelo Governo do Estado, marcou o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, uma data de luto, luta e conscientização. “A violência não é um problema privado, mas uma ferida social. Esta caminhada é um ato público que manifesta que a violência contra a mulher não é mais aceita em nosso Estado”, afirmou a secretária da Mulher, Leandre Dal Ponte.

“Ninguém vai repor a Franciele”: as vozes por trás da luta

O ato foi marcado por depoimentos emocionados, como o de Fátima Rigoni, mãe de Franciele Gusso Rigoni, vítima de feminicídio em 2023. “Eu luto como mãe, sou uma mãe amputada, que perdeu uma filha para essa violência. Ninguém vai repor a Franciele na minha vida, mas é ação que eu peço, porque muitas mulheres precisam hoje”, desabafou.

A voz de Fátima se uniu à de representantes de diversas organizações da sociedade civil, que reforçaram a importância da união e da denúncia para quebrar o ciclo de violência.

Em Memória de Tatiane Spitzner, Paraná Vai às Ruas no Dia Estadual de Combate ao Feminicídio
(Foto: Arnaldo Neto)

Além da caminhada: as políticas públicas de enfrentamento

A mobilização social caminha ao lado de ações concretas do poder público. O Governo do Estado destacou iniciativas como o programa Recomeço, que está em fase de implantação e pagará um auxílio de meio salário-mínimo a mulheres em situação de violência para que possam reconstruir suas vidas.

Outra frente é o Fundo Estadual dos Direitos da Mulher, que já destinou R$ 30 milhões para projetos de proteção em 178 municípios, fortalecendo a rede de apoio em todo o Paraná.

Como denunciar: a ajuda está a uma ligação de distância

A principal mensagem do evento foi a importância da denúncia. Qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento de uma situação de violência deve agir. Os canais são seguros e garantem o sigilo.

  • Emergência (crime em andamento): Ligue para a Polícia Militar no 190.
  • Denúncia Anônima (informações): Ligue para o Disque Denúncia 181.
  • Central de Atendimento à Mulher: Ligue para o 180 (disponível também via WhatsApp).

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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