Enquanto EUA taxam, China abre mercado para o café do Brasil

Enquanto EUA Taxam, China Abre Mercado Para o Café do Brasil

(Foto: Canva)

Enquanto EUA taxam, China abre mercado para o café do Brasil


No mesmo dia em que Trump confirma tarifa de 50% para o produto, governo chinês habilita 183 novas empresas exportadoras, criando uma nova rota comercial para produtores do Paraná.

Uma porta se fecha, outra se abre: o xadrez do café global

O mercado mundial de café passou por uma reviravolta para os produtores brasileiros na última semana. No mesmo dia em que o governo de Donald Trump confirmou que o café brasileiro seria alvo de uma tarifa de 50% para entrar nos Estados Unidos, a China anunciou a habilitação de 183 novas empresas brasileiras para exportar o grão para o seu mercado.

A coincidência das decisões cria um cenário de desafio e oportunidade, forçando o setor a reavaliar suas estratégias e a mirar no gigante asiático como uma alternativa ao seu principal comprador histórico.

A ameaça ao mercado americano e o impacto no Paraná

A taxação imposta pelos EUA, que entra em vigor em 6 de agosto, é uma péssima notícia para o agronegócio paranaense. Os Estados Unidos são o principal destino do café do Brasil, respondendo por 23% das compras em 2024, especialmente da variedade arábica, de alta qualidade, na qual o Paraná se destaca.

A tarifa de 50% tornará o produto brasileiro praticamente inviável no mercado americano. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que ainda tentará negociar a inclusão do café na lista de exceções.

Enquanto EUA Taxam, China Abre Mercado Para o Café do Brasil
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China: a nova fronteira e o potencial de crescimento

Em contrapartida, a habilitação das novas empresas pela China abre uma nova e promissora fronteira. Embora a China seja atualmente apenas o décimo maior comprador do café brasileiro, seu potencial de crescimento é imenso.

O consumo per capita no país asiático é de apenas 16 xícaras por ano, muito abaixo da média global de 240. A expectativa é que, com mais empresas brasileiras aptas a vender, a participação do café do Paraná e do Brasil no crescente mercado chinês aumente significativamente nos próximos anos.

A necessidade de redirecionar a produção

Para os especialistas, o movimento é claro. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) avaliam que os produtores brasileiros serão forçados a redirecionar sua produção para outros mercados para mitigar os prejuízos.

A abertura da China é, portanto, uma notícia crucial. O desafio para os exportadores paranaenses agora será de “agilidade logística e estratégia comercial” para fortalecer os laços com o mercado chinês e compensar as perdas iminentes no comércio com os Estados Unidos.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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