(Foto: Paulo Pinto)
Fim da escala 6×1: 73% dos brasileiros apoiam mudança, mas só se o salário for mantido
Pesquisa da Nexus revela que 84% defendem dois dias de folga semanal; apoio à medida desaba para 28% caso a redução da jornada implique em ganho menor no final do mês.
O brasileiro quer trabalhar menos dias, mas não aceita pagar a conta dessa mudança com o próprio bolso. É o que revela uma pesquisa divulgada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados nesta semana.
O levantamento, realizado em todas as 27 unidades da federação, mostra que 73% dos entrevistados apoiam o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso), desde que isso não resulte em redução salarial.
O desejo por mais tempo livre é quase unânime: 84% acreditam que todo trabalhador deveria ter, no mínimo, dois dias de descanso por semana. No entanto, a realidade econômica do país impõe um freio nesse desejo.
O medo do contracheque menor
O estudo expõe um dilema claro. Quando questionados se aceitariam o fim da escala 6×1 mesmo com corte na remuneração, o apoio despenca de 73% para apenas 28%.
Para o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o dado reflete a precarização da renda no Brasil.
“O problema é que, no Brasil, país de renda média baixa, pouca gente aceita ter uma folga a mais se o salário diminuir (…) O cara não quer porque tem conta para pagar”, explica Tokarski.
A pesquisa ouviu 2.021 pessoas acima de 16 anos entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro.
O debate político
A discussão sobre a jornada de trabalho também atravessa o espectro político, embora conte com apoio majoritário em ambos os lados:
- Eleitores de Lula: 71% são favoráveis ao fim da escala 6×1.
- Eleitores de Bolsonaro: 53% são favoráveis.
Apesar da polarização, a percepção de que “não dá para trabalhar seis dias e folgar um só” é um consenso crescente na sociedade. Ainda assim, o nível de conhecimento técnico sobre o tema é baixo: apenas 12% dos entrevistados afirmam conhecer bem a proposta, enquanto 50% dizem conhecer “mais ou menos”.
Como está a lei (PEC 6×1)?
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 148/2015), que trata do tema, avança lentamente no Congresso. Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em dezembro de 2025, ela ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara.
Se aprovada como está, a mudança será gradual:
- 2027: Redução da jornada máxima de 44h para 40h semanais.
- 2031: Teto final de 36h semanais.
A expectativa popular é de vitória da proposta: 52% dos entrevistados acreditam que o Congresso aprovará a mudança, contra 35% que estão céticos.
Com informações de Agência Brasil
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